Sindicato dos Bancários diz que paralisação visa combater desmonte do Banco do Brasil

Sindicato dos Bancários diz que paralisação visa combater desmonte do Banco do Brasil

Em paralisação por 24 horas, nesta sexta-feira (29), contra o projeto de reestruturação proposto pelo Governo Federal, os funcionários do Banco do Brasil (BB) estão mobilizados em frente às agências da cidade para reivindicar o retorno do diálogo com a direção da sociedade de economia mista. A previsão é que todas as filiais da capital alagoana tenham aderido à greve. Dezenas de agências no interior também estão fechadas.

O presidente do Sindicato dos Bancários do estado, Márcio dos Anjos, explicou que o objetivo da mobilização é buscar a manutenção do consenso entre a classe e a empresa, uma vez que não há mais interlocução. Para o sindicalista, a paralisação visa combater o desmonte do Banco do Brasil. “Eles, de forma intransigente, romperam as negociações. Nós estamos aqui no intuito de restaurar isso”, afirma o sindicalista.

Márcio esclarece que foi confirmado o fechamento de uma agência na capital e a diminuição de quadro, além da transformação de agências do interior em Postos de Atendimento Avançado (PAA) e o fechamento de postos já existentes, deixando a população dessas localidades desassistida. No entanto, sobre o destino dos profissionais afetados, a empresa não deu nenhuma informação. “Está um clima de terror lá dentro”, destaca o presidente.

Em carta aberta à população alagoana, o Sindicato dos Bancários afirmou, nessa quinta-feira (28), que o que está por trás das medidas adotadas pelo Governo é o “desmonte” do Banco do Brasil.

De acordo com publicação do Sindicato dos Bancários de São Paulo, entre 2016 e 2019, o lucro líquido ajustado do BB apresentou crescimento de 122%, passando de R$ 8,033 bilhões em 2016 para R$ 17,848 bilhões em 2019. No mesmo período, o banco fechou 19% das agências e reduziu o quadro de funcionários em 16%.

Segundo o sindicato, não havendo respostas à paralisação de hoje, haverá mobilização para uma greve mais prolongada ou, até, indeterminada.


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