Reforma da Previdência de Renan Filho quer taxar 14% do salário do servidor

Reforma da Previdência de Renan Filho quer taxar 14% do salário do servidor

O projeto da reforma da Previdência encaminhado pelo governo Renan Filho (MDB) à Assembleia Legislativa (ALE), nesta segunda-feira (2), quer arrochar ainda mais a mão do Estado contra o funcionalismo público de Alagoas, que acumula sucessivos reajustes zero durante a gestão emedebista. Pelo texto do projeto feito por Renan Filho, o servidor pode ter descontado até 14% do salário mensalmente. O texto da matéria foi lido no plenário da sessão ordinária desta segunda.

A proposta prevê uma alíquota de contribuição que passa dos atuais 11% para 14%. A matéria, que vinha sendo tratada em sigilo dentro do governo, “vazou” há duas semanas, porém, sem a sua redação final. Ainda assim, já preocupava os servidores públicos. Eles estão se reorganizando, com mais de 20 entidades, no Movimento Unificado dos Servidores Estaduais (MUSE), para reagir o quanto antes para barrar o projeto. Os trabalhadores se negam a pagar “mais esse pato”.

Outro ponto polêmico do projeto, que também deve motivar intensos debates no parlamento, envolve o aumento do tempo de trabalho, sobretudo para os militares. Os detalhes do projeto, porém, ainda não foram apresentados à imprensa.

Por outro lado, sempre que esse tema [tempo maior para os militares] foi abordado, em outras oportunidades, gerou debates intensos na Casa de Tavares Bastos, porque o aumento de permanência dos oficiais, segundo a classe, prejudica a sequência de promoções. Um dos críticos desse modelo é o deputado Cabo Bebeto (PSL).

Ao que parece, como o governo encaminhou o projeto no “apagar das luzes” do ano legislativo, já que deve encerrar suas atividades em 15 de dezembro, Renan quer aprovar o texto que sacrifica ainda mais o trabalhador antes do recesso parlamentar.

Por esta razão, desde que o assunto ganhou destaque, as lideranças sindicais têm consultado suas bases e trocado informações para definir o melhor encaminhamento para “barrar” a proposta no parlamento. Uma das estratégias é o “corpo a corpo.


Deixe um comentario