Operação da FPI apreende mais de 500 animais silvestres em feiras livres

Mais de 490 aves, seis iguanas e quatro jabutis. Esse foi o resultado das primeiras ações da Fiscalização Preventiva Integrada (FPI) do São Francisco, ocorridas nesse domingo e no início da manhã desta segunda-feira (16), em três cidades do interior. O programa, coordenado pelo Ministério Público Estadual de Alagoas e que conta com a participação de outras 23 instituições, seguirá pelos próximos 15 dias e visa combater os mais diversos tipos de crimes ambientais praticados em municípios da Bacia Hidrográfica do “Velho Chico”.

Na feira livre de Arapiraca foram recolhidas dezenas de espécies de pássaros, a exemplo de Galo-de-campina, Caboclinho, Papa-capim, Canário-da-terra, Gralha-cancan, Arara-canindé, Xexéu, Veludo e Garibaldi. Lá, a FPI chegou por volta das 06h da manhã com PMs à paisana, que foram a campo para identificar os principais pontos de comércio ilegal de aves. Após esse trabalho, os demais integrantes chegaram para fazer a apreensão.

“Não houve resistência. Um homem foi preso pelo crime de manter em cativeiro animais silvestres, já que ele estava com uma quantidade enorme de pássaros. Esse cidadão deverá ser enquadrado no artigo 29 da Lei federal n° 9.605/98, que é a norma que trata dos crimes ambientais”, informou o promotor de Justiça Alberto Fonseca, coordenador da FPI.

“Muitas vezes essas pessoas não sabem o mal que estão fazendo ao meio ambiente. No caso dos pássaros, eles têm funções importantes na natureza, como a perpetuação da espécie, o controle de pragas e a disseminação de sementes”, explicou o médico veterinário Isaac Albuquerque.

Apreensões do domingo
Nesse domingo, a FPI também esteve nas cidades de Maribondo e Anadia, onde recolheu 148 aves, quatro jabutis e uma iguana.

“Nas duas feiras nós encontramos animais machucados, com sinais de maus tratos. E, a grande maioria deles, estava amontoada em “viajantes”, espécie de pequenas caixas de madeira com capacidade para um animal, onde normalmente se guardam três ou quatro. Outra parte estava em gaiolas e viveiros, que também guardavam mais pássaros do que a capacidade permite”, acrescentou Isaac Albuquerque.

Essas ações foram realizadas pela equipe da fauna, um dos nove grupos que compõem a FPI do São Francisco. “É importante que a população entenda que esse trabalho é desenvolvido em prol da manutenção do equilíbrio ambiental do Rio São Francisco. E esse equilíbrio envolve flora, fauna, recursos hídricos e minerais e resíduos sólidos. Tudo isso sendo trabalhado de maneira ambientalmente correta, o meio ambiente não estará mais pedindo socorro e as pessoas terão melhor qualidade de vida”, detalhou Alberto Fonseca.


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