Todo o bairro do Pinheiro é considerado como área de risco, diz Defesa Civil

Todo o bairro do Pinheiro é considerado como área de risco, diz Defesa Civil

A Defesa Civil Estadual afirmou que todo o bairro do Pinheiro, em Maceió, é considerado como área de risco. Durante uma audiência pública realizada nesta quinta-feira (21) pela Comissão de Transparência, Governança, Fiscalização e Controle e Defesa do Consumidor (CTFC) do Senado Federal, o coordenador da Defesa Civil Estadual, Tenente-coronel Moisés, explicou que a prioridade agora é retirar a população.
“A área vermelha dobrou. Não existe hoje, para CPRM, [Serviço Geológico Nacional] área amarela ou laranja. Está tudo vermelho. Temos que trabalhar agora para que toda a população da área de vulnerabilidade seja retirada de lá. Ficou bem claro hoje que poderemos ter ali um desastre como nunca tivemos na história do país. Gostaria de que não fosse mais diferenciado por área vermelha ou amarela, mas a área de risco”, declarou.

Na sessão pública, a Defesa Civil Municipal destacou que ainda não sabe o que fazer com os moradores do bairro do Mutange, localizados em uma encosta nos arredores do bairro do Pinheiro.
Desde 2018, equipes estão realizando pesquisas no solo do bairro, com o objetivo de descobrir a causas das rachaduras que atingiram casas e ruas da região. A Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM) projeta apresentar o relatório produzido pela equipe que há meses estuda o solo de toda a região até o fim de abril.
Estavam presentes no encontro representantes das Defesas Civis de Maceió, do Estado e Nacional, além de representantes de vários órgãos e moradores do bairro. A audiência foi convocada pelo senador Rodrigo Cunha (PSDB), que também é presidente da comissão da Transparência da Casa.
No decorrer da audiência, foi informado pelo diretor de hidrologia e gestão territorial da CPRM, Antônio Carlos Barcelar, que os pesquisadores estão buscando respostas em um curto espaço de tempo. “A ciência requer tempo, determinação, persistência. São várias metodologias empregadas no Pinheiro, vários métodos geofísicos. Isso requer tempo para interpretar. Precisamos de 10 a 15 dias para processar o estudo áudio magnetotelúrico, que encerrou-se agora”, completou.
Representando a Braskem, o diretor de negócio Alexandre Castro, respondeu aos questionamentos do público sobre os estudos feitos pela empresa na região. A companhia é responsável pela extração mineral no Pinheiro, que é apontada como uma das causas das fissuras do bairro.
Durante o encontro, a empresa destacou que os poços de extração de sal-gema que mantinha no Pinheiro não estão sendo utilizados. “A Braskem está fazendo os esforços necessários para acelerar o processo de análise e passar para os órgãos responsáveis. Contratamos empresas para isso, especialistas para ajudar, montamos um sistema de drenagem próprio. Estamos contribuindo de maneira irrestrita para identificar as causas do problema, pois queremos ser parte da solução”, disse Castro.
Alexandre de Castro acrescentou também que há uma preocupação com a comunidade no período chuvoso e que especialistas passaram instruções do que fazer no bairro até os serem estudos concluídos, uma delas sistema de drenagem.


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