
A saída de Philippe Coutinho do Vasco da Gama ganhou espaço na imprensa espanhola nesta quinta-feira (19). Publicações de jornais como o Sport, da Catalunha, e o Marca, de Madri, destacaram o pedido de rescisão contratual feito pelo meia-atacante, que tinha vínculo até junho.
Ambos os veículos classificaram a decisão como inesperada dentro do cenário do futebol brasileiro. As reportagens associaram o movimento ao ambiente de pressão enfrentado pelo jogador nas últimas semanas, especialmente após as vaias recebidas na partida contra o Volta Redonda, pelo Campeonato Carioca. O fato de Coutinho ter deixado o campo e não ter retornado ao banco de reservas foi tratado como ponto central na narrativa construída pelos jornais europeus.
Saída de Coutinho do Vasco é debatida na Espanha
O Sport contextualizou a saída dentro do momento esportivo do Vasco. A publicação citou o início de temporada irregular, o clima de tensão em São Januário e a cobrança crescente da torcida. A análise destacou que, apesar de atuações pontuais consideradas positivas, o jogador não conseguiu manter regularidade física e técnica desde o retorno. A reportagem apontou que as expectativas criadas em torno do meia não se confirmaram plenamente ao longo da passagem.
Já o Marca adotou um enfoque mais direto sobre o aspecto contratual. O veículo ressaltou que Coutinho estava em conversas para renovação antes de solicitar a rescisão do vínculo. A publicação também citou a decisão como irreversível, citando informações de bastidores e fontes próximas ao atleta.

Ambos os jornais apontaram a reação da torcida como fator relevante no desfecho. As reportagens enfatizaram que as vaias sofridas pelo jogador em seu próprio estádio representaram um marco na relação entre atleta e arquibancada.
O Sport mencionou ainda o desgaste emocional relatado pelo meia, destacando que o jogador utilizou as redes sociais para explicar a decisão. O Marca acrescentou que a saída gerou divisões internas no clube carioca. Segundo a publicação, parte da diretoria defendia a permanência do jogador, enquanto outro grupo já considerava encerrado o ciclo do atleta.
