Quase metade dos veículos de Alagoas está com licenciamento atrasado

Quase metade dos veículos de Alagoas está com licenciamento atrasado

De 817.478 veículos emplacados em Alagoas, 398.118 (48,70%) estão com licenciamento obrigatório atrasado, aponta levantamento do Departamento Estadual de Trânsito (Detran). A circunscrição de trânsito de União dos Palmares detém, dentre as 12 regionais de Alagoas, o maior índice de inadimplência (55,29%).
Até setembro, último mês sobre o qual houve divulgação de dados, 419.360 (51,3%) trafegavam documentação regularizada, ou seja, as despesas com licenciamento obrigatório, Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) e seguro obrigatório tinham sido pagas dentro da data de vencimento.

“Quando estas três obrigações estão pagas (IPVA, Licenciamento e Seguro Obrigatório), podemos afirmar que está regularizada a situação do veículo”, explicou o servidor Francisco Heleno de Moraes, subchefe do Renavam, setor do Detran que cuida, em Alagoas, do registro nacional de veículos automotores.
O atraso no pagamento de alguma destas despesas gera ilegalidade e o automóvel pode ser retido, em caso de flagrante em alguma fiscalização de trânsito. “Trafegar com licenciamento está atrasado implica em infração gravíssima, podendo o automóvel ficar retido no pátio do Detran”, avisa Francisco Heleno.
Portanto, dos 326.131 veículos emplacados em Maceió, 147.521 (45,23%) trafegam de forma ilegal. A média é abaixo da estadual, de 48,70%, e inferior à registrada na Circunscrição Regional de Trânsito (Ciretran) de União dos Palmares, na Zona da Mata, onde 55,29% dos automóveis estão irregulares.
As regionais de Delmiro Gouveia e Santana do Ipanema figuram com índices de inadimplência de 54,98% e 52,84%, respectivamente. Arapiraca, detentora da segunda maior frota de veículos de Alagoas, registra inadimplência de 52,23/%. No geral, praticamente metade dos carros destas regiões está ilegal.
Para o servidor Francisco Heleno, a explicação para tamanha inadimplência seria a “grave situação financeira” das pessoas em Alagoas, atualmente. Ele não acredita que a precária estrutura de fiscalização de trânsito em cidades pequenas explique por que o índice de inadimplência é tão elevado. “Continuo achando que é consequência da crise econômica mesmo”.
Reflexo ou não da crise, o fato é que Batalha, no Sertão, detém a maior taxa de inadimplência: 59,50% dos 3.511 veículos emplacados na cidade estão irregulares.


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