Número de mortos pelo ciclone Idai, no sudeste da África, passa de 1 mil

Número de mortos pelo ciclone Idai, no sudeste da África, passa de 1 mil

O número de mortos pelo ciclone Idai, que devastou Moçambique, Zimbábue e Malaui há quase um mês, passou de mil. A maior parte das vítimas (602) era de Moçambique; enquanto Zimbábue registrou 344 mortes e Malaui, 59. As informações são do portal G1.
De acordo com a agência de notícias Associated Press, o número de vítimas deve aumentar. Inclusive, talvez nunca se chegue a um total de mortos definitivo. Isso porque ainda há um número desconhecido de desaparecidos, e ainda existe o risco relacionado às doenças decorrentes dos alagamentos causados pelo ciclone Idai.

Os casos de cólera, inclusive, passaram de 4 mil nesta quarta – a doença é transmitida pela contaminação de água e alimentos por uma bactéria. Sete pessoas morreram por causa do cólera até terça-feira.
A maioria dos casos do cólera foi registrada na cidade portuária de Beira, em Moçambique, a mais devastada pelo ciclone Idai. Os ventos destruíram casas e causaram enchentes, matando centenas de pessoas e deixando muitos desabrigados.
Além disso, a tempestade destruiu o sistema de água à população de Beira. O abastecimento voltou há poucos dias, mas só é suficiente para cerca de 60% da população da cidade, que tem cerca de 500 mil habitantes.
Há também o receio de um surto de malária na região, uma vez que focos do mosquito causador da doença se formaram nas poças deixadas pelos alagamentos.
O ciclone Idai tocou o solo de Moçambique em 14 de março, e deixou rastro de destruição pelos três países por onde passou. Os ventos ultrapassaram 140 km/h, e destruíram casas e causaram alagamentos.
Por causa dos estragos, dezenas de ONGs, organizações internacionais e governos de países enviaram ajuda humanitária com alimentos e equipamentos de saúde. Bombeiros brasileiros que atuaram no desastre de Brumadinho (MG) também participaram das operações.


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