Kim Jong-Un convida papa Francisco para visitar a Coreia do Norte

Kim Jong-Un convida papa Francisco para visitar a Coreia do Norte

O presidente sul-coreano, Moon Jae-in, começará uma viagem de nove dias à Europa na próxima semana, que inclui etapas na França, na Itália, na Dinamarca e no Vaticano. Ele terá uma audiência com o papa durante sua visita ao Vaticano, prevista para 17 e 18 de outubro. Segundo o porta-voz da presidência sul-coreana, Moon vai transmitir a mensagem de Kim Jong-Un de que o papa Francisco será recebido com “calorosas boas-vindas se ele visitar Pyongyang”.
As duas Coreias protagonizam uma aproximação desde o início deste ano. Moon Jae-in e Kim Jong-Un já se encontraram três vezes desde então. Na última cúpula, que aconteceu em Pyongyang, no mês passado, Moon foi acompanhado pelo arcebispo sul-coreano Hyginus Kim Hee-joong. Segundo o porta-voz da presidência sul-coreana, durante essa reunião, Kim Jong-Un pediu ao arcebispo que comunicasse ao Vaticano sobre sua intenção de trabalhar pela paz.
Em sua visita à Coreia do Sul em 2014, o papa Francisco fez uma missa especial dedicada à reunificação coreana. No dia da chegada do religioso à Seul, a Coreia do Norte lançou mísseis em direção ao país vizinho.

Religião na Coreia do Norte
A liberdade de culto é garantida pela constituição norte-coreana. Entretanto, as atividades religiosas são rigorosamente vigiadas e totalmente proibidas fora das estruturas oficiais.
No começo do século XX, antes da divisão da península, Pyongyang era um importante centro religioso, com numerosas igrejas e uma comunidade cristã que era chamada de “Jerusalém da Ásia”. No entanto, o fundador do regime e avô do atual líder, Kim Il-Sung, considerava a religião cristã uma ameaça contra seu reino autoritário e a erradicou com execuções e trabalhos forçados nos campos.
Desde então, o regime norte-coreano autorizou as organizações católicas a desenvolver projetos de ajuda em seu território, mas não tem relações diretas com o Vaticano.


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