Governo afasta servidores investigados pela PF por decisão da Justiça

Governo afasta servidores investigados pela PF por decisão da Justiça

Um dia após a Operação Casmurro ser deflagrada pela Polícia Federal (PF), identificando desvio em recursos federais e fraudes em licitações na Secretaria de Estado da Educação (Seduc), a edição desta quarta-feira (11) do Diário Oficial do Estado (DOE) traz o nome dos sete servidores que foram afastados dos cargos por 30 dias, em cumprimento a uma determinação judicial. Dentre eles, está o diretor-presidente da Agência de Modernização da Gestão de Processos (Amgesp), Wagner Morais de Lima.
Além do presidente do Amgesp, foram afastados seis funcionários da Seduc. São eles: Sérgio Paulo Caldas Newton, que exercia cargo em comissão de secretário Executivo de Gestão Interna; José Queiroz de Oliveira, da Comissão Especial de Transporte Escolar (Cetre); Tércio Alexandre da Silva, assessor especial do Conselho Estadual do Fundeb (comissionado); José Enéas dos Santos, assessor técnico (comissionado); George de Souza Paes Júnior, sub-chefe de Frotas (função gratificada); e Liliane Damasceno Rocha Pereira, chefe de Aquisição (função gratificada).

A servidora Gabrielle Tibúrcio dos Santos, até então superintendente de Licitações e Controle de Registro de Preços, foi designada para assumir a Amgesp interinamente.
A medida, no entanto, conforme está detalhado na publicação, não prevê a suspensão da remuneração. Isto quer dizer que, mesmo longe dos cargos e presos por decisão judicial, suspeitos de irregularidades na contratação do serviço de transporte pela Seduc, estes servidores vão receber o salário normalmente.
Ao todo, a operação da PF com o suporte da Controladoria Geral da União (CGU) e do Ministério Público Federal (MPF) prendeu 13 pessoas nessa terça-feira (10). Os nomes dos demais presos não foram divulgados pelas autoridades.
A partir das prisões, a polícia diz que pode chegar a pessoas com cargos mais altos. O superfaturamento na execução dos contratos causou prejuízo estimado aos cofres públicos de R$ 8.515.467,60, podendo superar R$ 21 milhões. A investigação apontou que os desvios começavam na fase inicial da licitação.


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