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O ex-jogador Robinho, condenado por estupro na Itália, foi transferido da Penitenciária II de Tremembé para o Centro de Ressocialização de Limeira, no interior de São Paulo. A transferência foi feita após pedido da defesa do custodiado.

O que aconteceu
Transferência aconteceu na manhã de hoje. A informação foi confirmada ao UOL pela SAP (Secretaria de Administração Penitenciária), mas detalhes da decisão não foram informados. A distância das prisões é de 280 km.

Mudança de prisão ocorre menos de um mês após o jogador falar sobre a sua rotina na penitenciária. Em uma entrevista concedida ao Conselho da Comunidade de Taubaté, entidade sem fins lucrativos, ele afirmou que "nunca teve tratamento diferente" no local.

Troca de prisões também acontece dias após Procuradoria-Geral da República se manifestar contra pedido de soltura do jogador. Os advogados de Robinho pediram a soltura dele alegando que o cumprimento da pena no Brasil seria maior do que o da sentença estrangeira. O Supremo Tribunal Federal ainda não se manifestou sobre o pedido de habeas corpus.

A P2 de Tremembé é popularmente conhecida como "presídio dos famosos". Já ficaram detidos no presídio nomes como Alexandre Nardoni, Suzane von Richthofen, Roger Abdelmassih e Edinho, filho de Pelé.

O jogador está preso desde março de 2024. Em Tremembé, Robinho conseguiu diminuir 69 dias de pena após fazer atividades educacionais, com a leitura de livros e a presença em aulas.

O UOL tenta contato com a defesa do jogador por telefone e e-mail para saber o que motivou a mudança. O espaço segue aberto para manifestação.

O caso de Robinho
Robinho foi condenado a nove anos de prisão pela Justiça italiana pelo estupro coletivo de uma mulher albanesa em uma boate de Milão. O crime aconteceu em 2013, quando o ex-atacante defendia o Milan.

A decisão de sua condenação aconteceu em janeiro de 2022, quando Robinho já tinha retornado ao Brasil. O Ministério da Justiça da Itália solicitou a extradição do ex-atleta, algo que a Justiça brasileira não realiza.

Os italianos, então, acionaram o Superior Tribunal de Justiça (STJ) para que a sentença fosse cumprida no Brasil. Em março de 2024, o STJ homologou a sentença da Justiça italiana, fazendo com que Robinho cumprisse a pena em solo brasileiro.

 

Pesquisadores se preparam para escavar uma área onde acreditam haver vestígios da Arca de Noé, a embarcação bíblica que teria salvado a humanidade e espécies de animais de um grande dilúvio.

O que aconteceu
Um projeto formado por pesquisadores turcos e norte-americanos tem estudado uma região montanhosa no leste da Turquia, próxima ao Monte Ararat. Eles acreditam que uma "estrutura em forma de barco", com 157 metros de comprimento, corresponde à descrição bíblica da Arca de Noé.

A formação, conhecida como Durupinar, foi identificada pela primeira vez em 1959 pelo capitão lhan Durupinar e começou a ser estudada de forma mais aprofundada na década de 1970. O local desperta interesse há décadas devido ao seu formato e às características que lembram a embarcação descrita no livro de Gênesis.

A equipe, chamada Noah's Ark Scans, realiza estudos geológicos e arqueológicos em parceria com universidades turcas. Segundo o grupo, varreduras recentes identificaram estruturas subterrâneas lineares, ângulos retos e camadas incomuns quando comparadas às dobras rochosas naturais da região.

Quais são as evidências?
Varreduras de radar detectaram formações retangulares em profundidade que podem indicar compartimentos semelhantes aos de um navio. Testes do solo apontaram a presença de substâncias semelhantes a argila, sedimentos marinhos e até possíveis restos de vida marinha, como moluscos. A datação dessas amostras variou entre 3.500 e 5.000 anos.

Em 2023, dados de georradar indicaram quase três vezes mais material orgânico dentro da formação do que nas áreas ao redor. Os pesquisadores interpretam essa descoberta como possível vestígio de madeira degradada ou outro material biológico antigo.

O mesmo estudo identificou anomalias superficiais, incluindo estruturas lineares que lembram "corredores". Além disso, pontos com camadas distintas e formas angulares incomuns em formações rochosas naturais.

O projeto planeja realizar perfurações profundas, sondagens geofísicas adicionais e documentações em 3D para mapear de forma mais precisa o que existe abaixo da superfície. A equipe afirma que a região pode ter sido submersa no passado, em um período compatível com narrativas bíblicas sobre o dilúvio.

Na próxima fase do projeto, nossos parceiros universitários turcos realizarão coletas de solo e novas varreduras para determinar se as estruturas identificadas são artificiais ou apenas formações naturais.
revelou a equipe em entrevista ao The Sun.

Eles destacam também que o local está em uma área geográfica ativa e sujeita a invernos rigorosos, o que torna a preservação da região uma prioridade. Só depois de análises mais detalhadas, será iniciada a escavação, ainda sem data prevista.

O que era a Arca de Noé?
De acordo com o Cristianismo, a Arca de Noé foi a imensa embarcação construída por Noé sob orientação divina para preservar sua família e "casais de todos os animais" durante o dilúvio. O livro de Gênesis relata que a Arca teria repousado sobre os "montes do Ararat", região que hoje engloba partes da Turquia, Armênia e Irã.

Embora diversas expedições tenham sido realizadas nos últimos dois séculos, nenhuma descoberta foi considerada conclusiva pela comunidade científica até hoje.A Noah's Ark Scans pretende ser a pioneira.

Ronaldo Fenômeno desabafou sobre sua saída do Cruzeiro. Ele ironizou que vai poder assistir aos jogos sem tomar remédios e também indicou que não deve mais atuar à frente de clubes de futebol.

O que aconteceu
Com semblante cansado, Ronaldo falou pausadamente e mediu palavras na coletiva em que anunciou a venda da SAF do Cruzeiro, na noite da última segunda (29). Ao lado do bilionário Pedro Lourenço, novo dono, e do executivo Gabriel Lima, ele fez um pronunciamento oficial e atendeu à imprensa por quase uma hora.

O agora ex-dirigente citou "dever cumprido" na passagem de bastão, mas também ressaltou que foi irresponsável ao assumir a gestão do clube. Ele avaliou que se sentia capacitado e que foi único a aceitar o desafio, mas confessou que segue sem conseguir explicar para sua psicóloga o porquê de ter entrado nesse meio. Ronaldo frisou que pegou o time com uma dívida de R$ 1,3 bilhão e que quintuplicou o faturamento.

Minha psicóloga não conseguiu tirar isso de mim em quase três anos... Quando todos meus advogados e amigos disseram que era uma loucura entrar, já estava decidido. Os números foram crescendo com as gavetas que a gente abria e foi se comprovando cada vez mais a minha loucura. Sentia que era capacitado para tirar o clube daquela situação. Era meu CPF que estava de garantia, se não tivesse dado certo podia estar preso. Meu pé de meia que ganhei no futebol não ia dar para pagar aquela dívida toda.
Ronaldo

Ele ainda deu uma declaração agridoce ao responder se sentirá falta de comandar a Raposa. Rindo, ele disse que vai parar de tomar remédio na hora das partidas e ponderou que terá saudade tanto da adrenalina quanto da angústia de levar a culpa nos casos de resultados negativos. Foram dois anos e quatro meses administrando o clube.

É algo que vou sentir falta porque... Talvez eu pare de tomar remédio na hora do jogo também. Vamos ver como vou me sentir, mas vou sentir falta desse ambiente, dessa adrenalina, da angústia do jogo, do gol perdido, de uma falha de alguém e toda culpa ser minha. Acho que vou sentir muita falta disso tudo...

Por fim, ele brincou que deseja ter o "restinho de vida sabático", mas confessou que não deve se distanciar do universo do futebol. Ronaldo seguirá como membro do conselho de administração da SAF do Cruzeiro, mas se distancia das tomadas de decisão.

Reprodução/Instagram

O caso da atriz Suzy Camacho, que teve uma denúncia do MP revelada pelo colunista Rogério Gentile nesta semana, ganhou espaço no "Domingo Espetacular". Segundo a Polícia Civil, a atriz usou laudos inadequados para comprovar a incapacidade mental de seu marido.

"Para o que ela queria usar, fazer prova em juízo civil deveria haver laudo, um teste apropriado para esse fim. Usou a boa-fé dos médicos para obter laudos que são laudos normais e não são dirigidos a essa situação", disse a polícia, pois ninguém foi informado qual era o objetivo dos laudos, nem os médicos, nem a Justiça.

Questionado se Suzy será presa, o representante da polícia apenas informou que isso será decidido pela Justiça após analisar os autos e não cabe a ele falar.

De acordo com a reportagem, Suzy levou empresário Farid Curi, seu marido, a três neurologistas renomados para conseguir laudos sobre a situação cognitiva dele. Segundo os relatos, a situação do empresário é compatível com sua idade, 83 anos na época. Atualmente, ele está internado com encefalite herpética há mais de dois anos e especialistas acham que dificilmente ele recuperará a memória.

Com esses laudos, Suzy conseguiu, na Justiça, a liberação dos bens de Farid, cerca de R$ 10 milhões. Suzy é acusada pelos filhos do empresário de se aproveitar da situação de seu pai para controlar a vida e dilapidar os seus bens.

Luiz Flávio Borges D'Urso, advogado da atriz, disse que a denúncia do MP não deve prosperar, pois o dinheiro liberado por Suzy foi para a conta de Farid e não para o dela. Ele ainda ressaltou que ela não usou atestados falsos e não cometeu crime nenhum.

Rubens de Oliveira, advogado dos filhos de Farid, informou, em nota, que o empresário estava totalmente incapaz de praticar atos civis na época.

Segundo a polícia, uma casa de Farid no litoral norte de São Paulo foi vendida por R$ 32 milhões, em 2015. O valor real do local giraria em torno dos R$ 60 milhões.

A reportagem ainda mostrou Suzy exibindo a casa durante uma entrevista para o "Programa do Gugu", no passado, quando o imóvel já estava à venda. Na ocasião, ela se apresentou como uma amiga dos donos da casa e não como esposa de Farid.

A atriz ainda falou que a condição para mostrar a casa que conta com 17 suítes e 3 mil metros² era não revelar o nome do dono.

Suzy e Farid se casaram em 2013, na época, ele tinha 76 anos. O matrimônio foi com separação total de bens, pois essa é uma forma de proteger idosos.

Serragem em caixão - Foto: Reprodução

Uma família do Paraná entrou em desespero no sábado (30) ao tentar velar o corpo de um bebê que morreu ainda na barriga da mãe, em Imbaú, a 220 km de Curitiba. Ao abrirem o caixão na funerária, os pais encontraram serragem no lugar do corpo do bebê.

De acordo com Débora Santos, advogada e tia da mãe da criança, a sobrinha dela, de 18 anos, perdeu o bebê no fim da noite de sexta-feira (29) e precisou ser submetida a um parto induzido para a retirada do feto no Hospital Geral da Unimed, em Ponta Grossa.

A mãe passou a madrugada na unidade de saúde particular, sendo liberada ao longo de sábado. No mesmo dia, por volta das 11h, Débora conta que a família chegou ao necrotério do hospital para pegar o corpo da criança com a intenção de velá-lo, recebendo um invólucro no qual deveria estar o feto.

Em nota, a unidade confirmou que "equivocadamente, o corpo não foi retirado" e que está prestando esclarecimentos aos órgãos competentes sobre o caso.

"A família veio retirar o corpo junto com uma funerária de Imbaú para preparar o corpo. No necrotério, um funcionário de hospital mostrou o pacote lacrado, mas a avó da criança decidiu que iria olhar o corpo somente ao lado dos pais na funerária. O pacote foi colocado no caixão, porém chegando lá, só tinha serragem dentro do que foi entregue", relata a advogada.

Um vídeo registrado pela família mostra o momento em que os funcionários da funerária reviram a serragem no caixão para encontrar o corpo da bebê, que morreu na 24ª semana de gestação.

Débora conta que os parentes entraram em desespero e decidiram retornar às pressas até a Unimed Ponta Grossa para pegar o corpo da criança. A família afirma que esperou pelo corpo "durante uma hora".

“O que eles queriam fazer com esse corpo? Por que entregaram serragem no lugar do corpo? É muito sofrida toda essa situação. Entregaram o corpo como se nada tivesse acontecido. O que é isso? Paciência, né? Isso é crime”, Débora Santos, advogada e parente.

A família diz que o problema causou transtornos no sepultamento, sendo realizado somente por volta das 19h, em Imbaú, cidade a 106 km de Ponta Grossa. O caso foi registrado pela advogada em um boletim de ocorrência contra o hospital como subtração de cadáver.

O UOL procurou a Polícia Civil do Paraná, que informou ter instaurado um inquérito policial para investigar o caso e realiza diligências para esclarecer o fato. "Oitivas serão realizadas nos próximos dias", completou em nota oficial.

"Não tem como isso passar em branco. Não é um fato normal ir buscar o corpo de um filho e receber uma serragem. Só quem sabe o que sentimento é quem realmente passa por isso", ressalta Débora.

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