
A partir da próxima quarta-feira (22), equipes da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) voltam a campo em Palmeira dos Índios, no Agreste de Alagoas, para dar continuidade ao levantamento técnico de benfeitorias na Terra Indígena Xukuru-Kariri. O trabalho integra o cumprimento de uma sentença da Justiça Federal em Alagoas já transitada em julgado — decisão definitiva, sem possibilidade de recursos.
O retorno da operação, no entanto, acontece em meio a um cenário de forte tensão no território. No ano passado, servidores relataram episódios de hostilidade e ameaças durante as atividades de campo, o que levou à adoção de medidas de segurança reforçadas. Agora, as equipes atuam sob escolta da Polícia Militar, em uma tentativa de garantir a continuidade dos trabalhos periciais.
Segundo lideranças indígenas, o conflito atual é apenas o capítulo mais recente de um processo histórico de redução territorial. O líder Xukuru-Kariri Gecinaldo afirma que a ocupação tradicional reconhecida ainda no período imperial abrangia cerca de 36 mil hectares.
Ao longo do tempo, esse território teria sido gradualmente reduzido por sucessivos acordos, disputas e redefinições administrativas: primeiro para 17 mil hectares, depois 13 mil, até chegar ao perímetro atual de aproximadamente 7 mil hectares, homologado pelo Ministério da Justiça em 2010. Desse total, pouco mais de 2 mil hectares estariam sob ocupação indígena direta, segundo a liderança.
O restante permanece ocupado por terceiros, o que mantém o impasse fundiário ativo e alimenta a disputa sobre indenizações, reassentamentos e limites de permanência no território.
A sentença da 8ª Vara Federal, originada de ação do Ministério Público Federal, reconheceu que o processo de demarcação ultrapassou o prazo razoável de duração, permanecendo aberto por mais de 30 anos.
O Judiciário determinou a conclusão do processo administrativo e estabeleceu um ponto considerado sensível no conflito: a retirada de ocupantes não indígenas deverá ocorrer apenas após indenização por benfeitorias realizadas de boa-fé. O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) foi acionado para atuar no reassentamento das famílias afetadas.
A decisão tenta equilibrar dois direitos em colisão: a reparação histórica aos povos indígenas e a proteção social de pequenos agricultores que permanecem na área.
Entre a terra e o futuro
Para os Xukuru-Kariri, a demarcação integral do território não é apenas uma questão fundiária, mas de sobrevivência cultural e ambiental. Lideranças afirmam que a preservação da área é essencial para a manutenção dos recursos hídricos e do equilíbrio ecológico da região, beneficiando não apenas os indígenas, mas todo o município.
Do outro lado, o processo de regularização fundiária ainda desperta incertezas entre ocupantes e pressiona instituições públicas envolvidas na execução da sentença.
Enquanto a Funai tenta avançar com o levantamento técnico sob proteção policial, Palmeira dos Índios segue como palco de um conflito que mistura história, território, justiça e convivência — e que, mesmo com decisão judicial definitiva, ainda está longe de um desfecho social pacificado.
O CSE escreveu um capítulo de superação neste domingo (19), ao conquistar sua primeira vitória no Campeonato Brasileiro Série D. Jogando fora de casa, no Estádio Antônio Carneiro, em Alagoinhas, o Tricolor virou sobre o Atlético-BA por 2 a 1, com dois gols nos minutos finais, e saiu da lanterna para entrar no G-4 do Grupo A10.
A vitória tem peso duplo: além de garantir os primeiros três pontos na competição, recoloca o Tricolor de Palmeira dos Índios na briga direta por classificação. O resultado também empurrou o adversário baiano para a última posição, ainda zerado na tabela.
Virada com alma e reação
O jogo começou equilibrado, mas o CSE mostrou personalidade desde cedo. Logo aos cinco minutos, Mel quase abriu o placar, exigindo grande defesa do goleiro adversário. A equipe baiana respondeu equilibrando as ações, principalmente em bolas paradas, mas encontrou um sistema defensivo tricolor bem organizado.
Na segunda etapa, o cenário mudou. O Atlético-BA voltou mais agressivo e abriu o placar aos 8 minutos com Henrique, colocando pressão sobre o time alagoano. Mas foi justamente sob desvantagem que o CSE demonstrou poder de reação.
Aos 34 minutos, Thiago Magno apareceu para empatar a partida e reacender as esperanças. Quando o jogo parecia se encaminhar para um empate, veio o golpe decisivo: aos 40 minutos, Montanha aproveitou rebote na área e decretou a virada heroica.
Classificação ganha novo desenho
Com o triunfo, o CSE chega aos três pontos e assume a quarta colocação do grupo, entrando na zona de classificação. Já o Atlético-BA amarga a lanterna, sem pontuar.
Em outro resultado da rodada, a Juazeirense venceu o Jacuipense e disparou na liderança, com nove pontos em três jogos.
Próximo desafio: confronto estadual
O embalo da primeira vitória será testado já na próxima rodada. O CSE terá um duelo alagoano contra o CSA, no Estádio Rei Pelé, em Maceió. A partida pode consolidar a reação tricolor na competição.
O ex-prefeito de Palmeira dos Índios e atual secretário de Estado, Júlio Cezar, oficializou nesta sexta-feira (6), sua saída do MDB em carta aberta. Na mensagem, ele agradeceu aos líderes do partido, incluindo o senador Renan Calheiros, o ministro do Transporte e senador Renan Filho, e o governador Paulo Dantas, e anunciou sua nova missão política: filiar-se ao PSD, onde disputará uma das nove vagas de Alagoas na Câmara Federal nas eleições deste ano.
“Hoje encerro, com profunda gratidão, um ciclo importante da minha vida pública. Após anos de caminhada no MDB, decidi seguir para uma nova missão política”, escreveu Júlio Cezar, destacando que mantém firme seu compromisso com os projetos do grupo político em Alagoas.
Na carta, o ex-prefeito ressaltou os momentos marcantes de sua trajetória no MDB e agradeceu pelas oportunidades recebidas. “Ao lado do senador Renan Calheiros, do senador e ministro Renan Filho e do governador Paulo Dantas, recebi oportunidades que moldaram minha vida pública. A todos, meu sincero agradecimento pela confiança, pelo respeito e pela parceria”, afirmou.
Júlio Cezar também destacou a prefeita de Palmeira dos Índios, Tia Júlia, que assumirá o diretório municipal do MDB, ressaltando a importância da liderança feminina. “Ninguém melhor do que uma mulher negra, professora e filha de feirante, assim como eu, para assumir esse importante papel, justamente no mês da mulher”, disse.
Com a filiação ao PSD, Júlio Cezar se une a lideranças como o presidente estadual Luciano Amaral e o deputado Marcelo Victor, reafirmando o compromisso de fortalecer o partido em Alagoas. “Minha saída do MDB não muda minhas convicções nem meus compromissos: continuarei trabalhando pela eleição de Renan Filho, pela recondução do senador Renan Calheiros e pela defesa do legado do governador Paulo Dantas”, declarou.
O ex-prefeito reforçou ainda sua disposição em enfrentar novos desafios. “Como sempre, cumpri minhas missões com coragem e determinação, enfrentando desafios e buscando novos caminhos por Alagoas e por Palmeira dos Índios”, destacou, reforçando sua pré-candidatura à Câmara Federal.
Veja a carta na integra
Carta aberta ao MDB Alagoas
Hoje encerro, com profunda gratidão, um ciclo importante da minha vida pública. Após anos de caminhada no MDB, liderado pelo senador Renan Calheiros e pelo futuro governador Renan Filho, decidi seguir para uma nova missão política. Saio do partido, mas sigo firme e comprometido com os projetos do nosso grupo em Alagoas.
No MDB, vivi momentos que marcaram minha trajetória. Ao lado do senador Renan Calheiros, do senador e ministro Renan Filho e do governador Paulo Dantas, recebi oportunidades que moldaram minha vida pública. A todos, meu sincero agradecimento pela confiança, pelo respeito e pela parceria.
Como sempre, cumpri minhas missões com coragem e determinação, enfrentando desafios e buscando novos caminhos por Alagoas e por Palmeira dos Índios. O MDB também escreveu história em nossa cidade, ao permitir a eleição da prefeita Tia Júlia, que agora assume o diretório municipal do partido e continuará esse legado vitorioso.
Ninguém melhor do que uma mulher negra, professora e filha de feirante, assim como eu, para assumir esse importante papel, justamente no mês da mulher. É mais que justo que a mulher ocupe cargos de destaque e responsabilidade.
Sigo agora para o PSD, como pré-candidato a deputado federal, ao lado do presidente Luciano Amaral e do deputado Marcelo Victor, com a missão de fortalecer nosso grupo político. Minha saída do MDB não muda minhas convicções nem meus compromissos: continuarei trabalhando pela eleição de Renan Filho, pela recondução do senador Renan Calheiros, pela vitória de Silvio Camelo e pela defesa do legado do governador Paulo Dantas.
Ao MDB e aos meus líderes, minha gratidão é eterna. Obrigado por todas as oportunidades e pela história que construímos juntos.
Júlio Cezar da Silva
Na manhã desta segunda-feira (09), a prefeita Tia Júlia realizou uma visita técnica às obras de manutenção do Centro Educacional Infantil (CEI) Jane Sampaio Calado Monteiro. Na ocasião, a gestora municipal foi acompanhada pelos secretários municipais de Educação Renilda Pereira e de Infraestrutura Thiago Tavares, além do secretário -adjunto de Infraestrutura Arnaldo Cavalcante.
Durante a visita – que também contou com a equipe técnica da Seinfra – as autoridades municipais foram acompanhadas pela coordenadora da unidade Marcela Cavalcante. “Aqui nós atendemos mais de 200 crianças de até 6 anos de idade e essa reforma é bastante importante para o bem-estar de nossos alunos”, ressaltou.
Para a secretária municipal de Educação Renilda Pereira as obras nas escolas são de suma importância para assegurar o processo de aprendizagem das crianças em um ambiente que ofereça conforto e também uma estrutura voltada à acessibilidade e ao entretenimento. “Estou ansiosa para realizar a entrega, pois sei que estas melhorias são fundamentais para nossos alunos e ainda deixam os pais felizes, por deixarem seus filhos em um espaço feito especialmente para eles”, disse.
Tia Júlia também visitou reforma da Escola Municipal Deputado José Sampaio, que deve ser concluída até final de fevereiro
Logo após a visita ao CEI, a prefeita e sua equipe seguiram para a Escola Deputado José Sampaio, onde está sendo feita uma reforma no espaço. Entre as melhorias, estão sendo realizadas pintura, realocações de salas e outras adequações.
De acordo com o secretário municipal de Infraestrutura Thiago Tavares a reforma deverá ser entregue até o mês de março. “A nossa expectativa é que todos os reparos sejam concluídos até o próximo mês”, disse ele.
Para a prefeita Tia Júlia, as obras nas unidades escolares servem para garantir mais conforto aos estudantes e um melhor processo de aprendizagem. “Todos sabem que priorizamos a educação de nossas crianças e adolescentes e investir na infraestrutura das unidades escolares é também investir no processo educacional”, disse a gestora municipal.
O CSE terminou o Campeonato Alagoano 2026 na lanterna e rebaixado pela quinta vez em sua história para a Segunda Divisão estadual. A queda evidencia que mais nomes conhecidos não garantem resultados, e que a falta de planejamento e desempenho dentro de campo foi determinante para o rebaixamento.
Semelhante ao que ocorreu em 2025 — quando o clube não venceu nenhuma partida e só escapou do rebaixamento pela desistência do Igaci —, o Tricolor desta vez falhou de forma clara dentro e fora de campo, sofrendo a queda de maneira justa.
O CSE já havia sido rebaixado em 1996, 1999, 2007 e 2018, e agora repete a amarga experiência em 2026, deixando a torcida e a diretoria diante da dura tarefa de reconstrução.
Investimento e resultados baixos
Apesar de contar com um investimento mensal de R$ 150 mil da Prefeitura de Palmeira dos Índios, superior ao de muitos clubes que permaneceram na elite, o Tricolor não conseguiu transformar o aporte financeiro em desempenho dentro de campo.
A queda evidencia falhas de planejamento, gestão e estratégia: contratações questionáveis, escolha de técnico sem estabilidade e elenco com excesso de atletas com histórico em outros clubes, mas sem condição física ou motivacional para carregar o time. A torcida, que esperava pelo menos uma temporada competitiva, ficou frustrada com um time que parecia pronto no papel, mas era frágil em campo.
Elenco com passado no CSA
O grupo que defendeu o CSE contou com quatro atletas que já passaram pelo CSA: os goleiros Jeferson e Pedro Vitor (base) e os atacantes Michel Douglas e Héctor Bustamante. A expectativa era que a experiência desses jogadores ajudasse o Tricolor a competir na elite estadual. Na prática, a idade avançada de alguns e o rendimento irregular comprometeram a performance do time, que terminou com apenas 4 pontos.
Além disso, a comissão técnica e a gestão também tinham vínculos com o CSA. O técnico Adriano Rodrigues, demitido ainda na terceira rodada, e o diretor de futebol Anderson Xavier carregavam currículo do clube da capital, mas não conseguiram transformar experiência em resultados. A rápida troca de comando e falhas na preparação do elenco agravaram a crise tricolor.
Contratações que não funcionaram
O CSE apostou em uma mistura de nomes conhecidos e veteranos, mas a estratégia não deu certo. Jogadores experientes não imprimiram regularidade. O resultado foi um CSE vulnerável, sem padrão de jogo e incapaz de reagir em partidas decisivas, culminando na derrota por 3 a 1 para o Murici na última rodada.
O Tricolor não venceu nenhuma partida em casa pelo estadual, e sua única vitória na temporada foi fora de Palmeira, contra o Penedense.
Juntar os cacos e o futuro do CSE
Agora, o foco do Tricolor será a Copa Alagoas e a Série D do Campeonato Brasileiro. O CSE ainda mantém participação na Copa Alagoas, liderando o Grupo B e defendendo o título da competição.
Rebaixado, o CSE terá que recomeçar na Segunda Divisão, repensar estrutura, gestão e elenco. Para voltar à elite, o Tricolor precisará ser campeão da Segunda Divisão de 2027 e só retornará à Primeira Divisão em 2028.
A lição é clara: nomes de peso ou histórico em outros clubes não substituem planejamento, estratégia e compromisso dentro de campo. Para o CSE, o desafio é enorme: reconstruir confiança, buscar competitividade e tentar voltar à elite do futebol alagoano.
As agências do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) em todo o país estarão fechadas de quarta (28) a sexta-feira (30) para atendimento presencial em razão de melhorias programadas nos sistemas previdenciários da Dataprev, empresa responsável pela tecnologia da informação da Previdência Social.
Vale lembrar que os canais remotos de atendimento, como o Meu INSS (site e aplicativo ) e a central telefônica 135, funcionarão normalmente até o dia 27, com mais de 100 serviços disponíveis.
O INSS alerta ainda que, a partir das 19h do dia 27 até o dia 31 de janeiro, o Meu INSS (site e aplicativo) e a central telefônica 135 ficarão indisponíveis.
A medida, segundo o instituto, é necessária para a modernização dos sistemas, de modo a assegurar maior estabilidade, segurança e eficiência dos serviços.
Para reduzir os impactos aos cidadãos, o INSS realizou atendimento extra no último final de semana, “com o objetivo de antecipar agendamentos e compensar a suspensão temporária do serviço presencial”.
O instituto informou ainda que garantiu o reencaixe nos casos em que o beneficiário preferiu receber atendimento presencial em dia útil.
O CSE viveu uma tarde para esquecer neste domingo (25), no Estádio Juca Sampaio, em Palmeira dos Índios. Diante do maior rival, o Tricolor perdeu por 2 a 1 para o ASA, amargando não apenas o revés no clássico do interior, mas também uma situação delicada na tabela do Campeonato Alagoano.
Com gols de Gustavo Ramos e Jailson, o ASA chegou aos 11 pontos, manteve a terceira colocação e encostou de vez no CSA na briga pelas primeiras posições. Bustamante, em cobrança de pênalti, marcou o único gol do CSE, que pouco conseguiu reagir após sair atrás no placar.
A derrota teve peso duplo para o Tricolor. Estacionado nos quatro pontos, o CSE caiu para a quinta colocação após a quinta rodada e agora passa a conviver com o fantasma do rebaixamento. Faltando apenas duas rodadas para o fim da primeira fase, a equipe não tem mais chances de alcançar o G-3 — formado por CRB, CSA e ASA, já garantidos nas semifinais — e precisa concentrar forças exclusivamente na luta para permanecer na elite do futebol alagoano.
Além do resultado em campo, o clássico terminou marcado por confusão e cenas lamentáveis. Logo após o apito final, uma briga generalizada tomou conta do gramado do Juca Sampaio, iniciada por uma discussão acalorada entre os técnicos Leandro Campos, do CSE, e Dico Woolley, do ASA. Trocas de xingamentos rapidamente envolveram jogadores das duas equipes, e a Polícia Militar precisou intervir com o uso de spray de pimenta para conter os ânimos e dispersar os envolvidos.
O episódio deve ser analisado pela Justiça Desportiva e pode gerar punições, o que aumenta ainda mais a preocupação do CSE neste momento decisivo da competição.
A agenda também não ajuda. No próximo domingo, às 16h, o Tricolor recebe o CSA, vice-líder do campeonato, novamente em Palmeira dos Índios, em mais um confronto de alto grau de dificuldade. Já o ASA encara o CRB, no sábado, às 16h, no Rei Pelé, em duelo direto na parte de cima da tabela.
Para o CSE, o clássico perdido deixou marcas profundas: na classificação, no ambiente interno e na confiança da torcida. Restam dois jogos e pouco espaço para erros. A luta agora é clara — e dura — para evitar um desfecho ainda mais doloroso no Alagoano.
Ficha Técnica
CSE 1 x 2 ASA
Competição: 5ª rodada do Campeonato Alagoano 2026
Local: Estádio Municipal Juca Sampaio
Cidade: Palmeira dos Índios
Estado: Alagoas
País: Brasil
Data: Domingo, 25
Horário: 16h
Gols:
CSE: Jeferson; John Lenon (Ed), Eduardo Leite, Rafael Vaz e Carlos Henrique; Claudevan, Jean Cléber, Héctor Bustamante (Gregory) e Tarcísio (Fábio); Pedro Júnior (Thiago Magno) e Michel Douglas (Luiz Paulo).
Técnico: Leandro Campos
ASA: Cris; Paulinho, Cristian Lucca, Fábio Aguiar e Arthurzinho (Filipe Ramon); Jeferson Lopes (Léo Carvalho), Allef e Sammuel (Flávio Nunes); Wandson (Higor Leite), Gustavo Ramos (Jaílson) e Alex Breuno.
Técnico: Dico Woolley
Arbitragem
Árbitro: Márcio dos Santos Oliveira
Assistentes:- 1- Pedro Jorge Santos de Araújo
Assistentes:- 2 - Maria de Fátima Mendonça
O técnico Leandro Campos realizou seu primeiro treino à frente do CSE na tarde desta segunda-feira (20), no Estádio Juca Sampaio, após chegar a Palmeira dos Índios na noite anterior. Em sua estreia no comando da equipe, Campos elogiou a qualidade do elenco, mas admitiu que o time ainda não encontrou consistência nos jogos disputados.
“São jogadores de qualidade, agora infelizmente ainda não deu liga. Esperamos que, com a nossa chegada, possamos encontrar os atalhos para dar mais consistência ao desenvolvimento da equipe”, afirmou o treinador.
Antes do treino, Leandro Campos participou de uma reunião com a direção do clube e o grupo de atletas, buscando alinhar estratégias para as próximas partidas. O objetivo é reverter os resultados das três primeiras rodadas, que deixaram o CSE na penúltima colocação, com apenas 1 ponto após duas derrotas e um empate.
“A competição é muito curta e precisamos ter uma atitude definitiva em relação aos resultados. É importante encarar o jogo contra o Penedense respeitando o adversário, mas buscando restabelecer nossa equipe com um bom resultado”, destacou Campos.
Foco total no Penedense

O primeiro desafio sob o comando de Leandro Campos será contra o Penedense, nesta quarta-feira (21), em Penedo, às 19h, pela 4ª rodada do Campeonato Alagoano. Para o técnico, cada partida tem caráter decisivo em um estadual de sete rodadas, em que cada ponto conta para escapar do rebaixamento.
“O mais importante agora é o jogo contra o Penedense. Precisamos de uma performance positiva para consolidar nossa equipe. Depois, sim, pensaremos no clássico regional contra o ASA”, completou Campos.
Experiência e expectativa de reação

Campos, que já havia comandado o CSE em 2024, ressaltou que o desafio atual é diferente do enfrentado na Série D do Brasileiro, mas reforçou a confiança em repetir o bom trabalho realizado anteriormente. Ele também comentou sobre sua temporada de 2025, em que dirigiu equipes como Horizonte e Suacirense, destacando o aprendizado adquirido para aplicar no Tricolor.
“Se conseguirmos o resultado positivo amanhã, podemos brigar entre os quatro primeiros. Caso contrário, teremos que buscar outro objetivo. Conto com a colaboração de todos, principalmente dos atletas e do incentivo da torcida”, finalizou.
O técnico Leandro Campos assumiu o comando do CSE após a demissão de Adriano Rodrigues. Com a chegada do experiente treinador, a diretoria do CSE espera reverter a fase ruim, melhorar a consistência da equipe e afastar de vez o fantasma do rebaixamento no estadual.
O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, nesta quinta-feira (18), em Brasília, reconhecer a inconstitucionalidade do Marco Temporal para a demarcação de terras indígenas. Com a decisão, foi invalidado o entendimento de que os indígenas só teriam direito às terras que estavam em sua posse em 5 de outubro de 1988, data da promulgação da Constituição Federal, ou que estavam em disputa judicial naquela época.
No entanto, não houve consenso sobre diversos pontos apresentados pelo relator, ministro Gilmar Mendes, incluindo regras para indenizações a produtores rurais cujas propriedades sejam reconhecidas como terras indígenas.
Impacto em Palmeira
Em Palmeira dos Índios, a decisão do STF gerou ainda mais preocupação e tensão entre donos de propriedades e moradores, que temem perder terras e até casas que possuem há décadas, algumas com escrituras com mais de um século, caso sejam reconhecidas como pertencentes a comunidades indígenas.
As áreas relacionadas ao povo Xucuru-Kariri estão no centro da atenção, e a população aguarda que a decisão traga clareza jurídica, mas o clima de apreensão permanece em um município onde a demarcação de terras é tema recorrente de debates acalorados.
Entenda o histórico
Dois anos após o STF declarar o Marco Temporal inconstitucional, o tema voltou a ser analisado pelos ministros. Em 2023, a Corte considerou que a regra era inconstitucional e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetou parte da Lei 14.701/2023, que validava a tese no Congresso. O veto, no entanto, foi derrubado pelos parlamentares.
Após a derrubada do veto, os partidos PL, PP e Republicanos protocolaram ações no STF para manter a validade do projeto de lei que reconheceu a tese do Marco Temporal, enquanto entidades indígenas e partidos governistas recorreram para contestar novamente a constitucionalidade da regra.
Na semana passada, o Senado Federal aprovou a PEC 48/23, que insere a tese do Marco Temporal na Constituição, reforçando ainda mais a importância da decisão da Corte.
A diretoria do CSE confirmou para a próxima terça-feira (2), às 15h, no Estádio Juca Sampaio, a apresentação oficial do elenco que disputará o Campeonato Alagoano, a Copa Alagoas e a Série D do Campeonato Brasileiro em 2026. O Tricolor será comandado pelo técnico Adriano Rodrigues, que chega ao clube com o objetivo de manter o time competitivo nas três frentes da temporada.
O evento marcará o início oficial dos trabalhos da pré-temporada e servirá para que a torcida conheça os novos contratados, além dos atletas remanescentes da última campanha.
Estreia no Alagoano
A estreia do CSE no Estadual já tem data, horário e adversário definidos. O Tricolor enfrentará o CRB, atual campeão alagoano, no próximo dia 10 de janeiro, às 16h, no Estádio Rei Pelé, em Maceió. O confronto marcará o início da caminhada do clube de Palmeira dos Índios em busca de uma campanha sólida no campeonato.
A diretoria destacou que a montagem do elenco foi planejada para garantir competitividade em todas as competições do calendário. Além disso, a diretoria segue de olho no mercado da bola, e outras contratações para compor o elenco devem ser anunciadas nos próximos dias.
Confira o atual elenco do CSE
Goleiros
Laterais-direitos
Zagueiros
Volantes
Meias / Meias-atacantes
Atacantes
Uma carreta carregada de milho despencou de uma ribanceira às margens da rodovia AL-115, na Serra das Pias, zona rural de Palmeira dos Índios, na madrugada desta sexta-feira (28). O veículo ficou virado de cabeça para baixo em uma área de encosta, com a cabine separada da carroceria e parte da carga espalhada pelo barranco, conforme mostram as imagens registradas no local. O motorista, que seguia de Arapiraca para Garanhuns (PE), conseguiu sobreviver após pular da cabine instantes antes da queda.
Segundo o caminhoneiro, a carreta “começou a morrer” enquanto subia o trecho íngreme da Serra das Pias. Sem força, o veículo passou a descer de ré, completamente fora de controle. Percebendo o risco iminente de despencar ribanceira abaixo, ele relatou que não teve alternativa a não ser pular da cabine. O motorista sofreu uma lesão no tornozelo, mas conseguiu se afastar do local e pedir ajuda.
Durante a descida desgovernada, a carreta entrou no barranco com força. A cabine se desprendeu da carroceria e só não caiu totalmente na encosta porque ficou presa em uma árvore, o que evitou um cenário potencialmente fatal. Já a carroceria — vermelha e coberta por lona preta — deslizou ladeira abaixo, ficando destruída e contribuindo para o espalhamento da carga pela vegetação.
Momentos depois do acidente, uma mobilização do Corpo de Bombeiros, da Polícia Militar e de moradores da região foi registrada no local. Moradores desceram parte da ribanceira para verificar se o motorista poderia estar preso sob os destroços, até confirmarem que ele havia conseguido escapar após o salto.
A remoção do veículo — que se encontra em um ponto de difícil acesso — deve exigir a atuação de guinchos especiais, podendo se estender por várias horas.
A nova pesquisa divulgada pela Real Time Big Data nesta terça-feira (25), mostra que o ex-governador e atual ministro dos Transportes, Renan Filho (MDB), aparece numericamente à frente do prefeito de Maceió, João Henrique Caldas (PL), o JHC, na disputa pelo governo de Alagoas, em 2026. No principal cenário estimulado, Renan soma 48% das intenções de voto, enquanto JHC registra 45%.
Apesar da vantagem numérica, os dois pré-candidatos estão tecnicamente empatados, uma vez que o levantamento apresenta margem de erro de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos. Ainda segundo a pesquisa, 4% dos entrevistados afirmaram que pretendem votar em branco ou nulo, e 3% não souberam ou não responderam.
A Real Time Big Data também avaliou a rejeição dos nomes testados. JHC lidera esse índice, com 26% dos eleitores afirmando que não votariam nele de forma alguma. Renan Filho aparece com 23% de rejeição.
Os números mostram que a disputa pelo governo de Alagoas começa polarizada entre os dois principais nomes, ambos já amplamente conhecidos do eleitorado. A pequena diferença observada entre eles indica um cenário competitivo, que deve se intensificar conforme o debate político avance e a campanha se aproxime.
O estudo ouviu 1.200 eleitores alagoanos entre os dias 21 e 24 de novembro. A pesquisa tem índice de confiança de 95%, de acordo com o instituto.
Com a corrida ainda em fase inicial, o levantamento reforça que nenhum dos pré-candidatos tem vantagem consolidada — e que o eleitorado alagoano deve assistir a uma das eleições mais disputadas dos últimos anos.
A Federação Alagoana de Futebol divulgou oficialmente, nesta sexta-feira (21), a tabela detalhada do Campeonato Alagoano Série A 2026, que começa no dia 10 de janeiro. Logo na abertura, o campeonato entrega um presente ao torcedor: o Jogo dos Campeões. O CRB, atual campeão alagoano, encara o CSE, campeão da Copa Alagoas, no dia 10/01, às 16h, no Estádio Rei Pelé, em Maceió.
Outra data que promete parar Alagoas é a uma novidade: a Rodada dos Clássicos, marcada para 31 de janeiro. O Clássico das Multidões, com CSA x CRB, às 16h no Rei Pelé, e o Clássico do Interior, entre CSE x ASA, às 17h no Juca Sampaio.
Os jogos do Alagoano 2026 terão transmissões de TV Pajuçara, aos sábados e NN Play transmite todos os 34 jogos do campeonato, garantindo ampla cobertura e acesso para quem não puder ir aos estádios.
O presidente da FAF, Felipe Feijó, celebrou o início de mais uma edição do estadual e reforçou a importância da temporada dentro do ciclo dos 99 anos da entidade, que serão completados em 2027. “O Alagoano 2026 chega num momento especial. Estamos construindo o ciclo que vai nos levar ao centenário, e isso passa por um campeonato forte, equilibrado e que valorize as histórias dos nossos clubes. A tabela mostra que teremos grandes jogos desde o início. É um campeonato que honra a tradição do futebol alagoano”, afirmou.
A competição seguirá o formato já confirmado em arbitral: primeira fase em turno único, semifinais em jogos de ida e volta, e final também em ida e volta, com a decisão marcada para os dias 28/02 e 07/03. O VAR será utilizado a partir das semifinais.
Confira abaixo todos os confrontos
RODADA 1
10/01 – 16h | CRB x CSE | Rei Pelé – Maceió
10/01 – 16h | Penedense x Cruzeiro | Alfredo Leahy – Penedo
10/01 – 17h | ASA x Murici | Coaracy da Mata Fonseca – Arapiraca
11/01 – 17h | CSA x Coruripe | Rei Pelé – Maceió
RODADA 2
14/01 – 19h | Coruripe x CSE | Gerson Amaral – Coruripe
14/01 – 20h | CSA x Penedense | Rei Pelé – Maceió
14/01 – 20h | Cruzeiro x ASA | Coaracy da Mata Fonseca – Arapiraca
15/01 – 20h | CRB x Murici | Rei Pelé – Maceió
RODADA 3
17/01 – 16h | ASA x CSA | Coaracy da Mata Fonseca – Arapiraca
18/01 – 16h | CSE x Cruzeiro | Juca Sampaio – Palmeira
18/01 – 16h | Murici x Coruripe | José Gomes da Costa – Murici
18/01 – 16h | Penedense x CRB | Alfredo Leahy – Penedo
RODADA 4
21/01 – 19h | Penedense x CSE | Alfredo Leahy – Penedo
21/01 – 19h | Murici x CSA | José Gomes da Costa – Murici
21/01 – 20h | CRB x Cruzeiro | Rei Pelé – Maceió
21/01 – 20h | ASA x Coruripe | Coaracy da Mata Fonseca – Arapiraca
RODADA 5 (RODADA DOS CLÁSSICOS)
24/01 – 16h | CSA x CRB | Rei Pelé – Maceió
24/01 – 16h | Cruzeiro x Murici | Coaracy da Mata Fonseca – Arapiraca
24/01 – 19h | Coruripe x Penedense | Gerson Amaral – Coruripe
25/01 – 16h | CSE x ASA | Juca Sampaio – Palmeira dos Índios
RODADA 6
31/01 – 16h | CRB x ASA | Rei Pelé – Maceió
31/01 – 16h | Cruzeiro x Coruripe | Coaracy da Mata Fonseca – Arapiraca
01/02 – 16h | Penedense x Murici | Alfredo Leahy – Penedo
01/02 – 16h | CSE x CSA | Juca Sampaio – Palmeira dos Índios
RODADA 7
07/02 – 16h | CSA x Cruzeiro | Rei Pelé – Maceió
07/02 – 16h | Murici x CSE | José Gomes da Costa – Murici
07/02 – 16h | ASA x Penedense | Coaracy da Mata Fonseca – Arapiraca
07/02 – 16h | Coruripe x CRB | Gerson Amaral – Coruripe
SEMIFINAIS (IDA E VOLTA)
Ida: 14/02 ou 15/02 – horários a definir
Volta: 21/02 ou 22/02 – horários a definir
FINAL
28/02 – 16h | Jogo de Ida
07/03 – 16h | Jogo de Volta
O Ministério Público do Estado de Alagoas (MPAL) desencadeou, nesta terça-feira (18), a Operação Invoice, com o objetivo de desarticular um sofisticado esquema criminoso responsável por movimentar cerca de R$ 400 milhões em transações suspeitas e sonegar mais de R$ 40 milhões em tributos. A ação, coordenada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate à Sonegação Fiscal e Lavagem de Bens (Gaesf), cumpre mandados em três estados e mira empresários, operadores financeiros, laranjas e testas-de-ferro.
Ao todo, 15 mandados de busca e apreensão foram expedidos pela 17ª Vara Criminal da Capital (Combate ao Crime Organizado), sendo dois em Alagoas, um no Espírito Santo e onze em Santa Catarina. As diligências alcançam pessoas físicas e jurídicas supostamente envolvidas em crimes como sonegação fiscal, apropriação indébita tributária, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.
De acordo com o MPAL, as investigações apontam para uma organização criminosa robusta, formada por quatro tradings do setor de importação e exportação e 11 pessoas físicas, que teriam utilizado operações comerciais simuladas para mascarar movimentações milionárias e driblar o fisco.
Os valores sonegados podem aumentar, segundo a Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz/AL), conforme o avanço da análise sobre as transações suspeitas.
O coordenador do Gaesf, promotor de Justiça Cyro Blatter, destacou os impactos diretos do esquema no funcionamento do Estado.
“Cada centavo sonegado representa menos leitos, menos professores, menos patrulhamento, menos dignidade para quem depende dos serviços públicos”, afirmou. Blatter acompanha as diligências em Santa Catarina ao lado do promotor Anderson Cláudio de Almeida Barbosa.
A apuração do Gaesf identificou indícios de um arsenal de práticas ilícitas usadas para criar camadas de proteção ao grupo criminoso. Entre elas, estão:
Segundo Cyro Blatter, o esquema foi “meticulosamente projetado” para confundir os órgãos de controle e ampliar o prejuízo aos cofres públicos.
Ele reforçou que o Gaesf continuará atuando de forma rigorosa em setores considerados de alto risco para fraudes estruturadas, como o de importação/exportação e combustíveis.
Diante da complexidade do caso, o MPAL informou que a investigação seguirá sob sigilo para garantir a eficácia das medidas e o respeito ao devido processo legal. Ao fim das apurações, o órgão buscará o ressarcimento integral dos valores desviados e a responsabilização criminal de todos os envolvidos, incluindo empresários, operadores financeiros, laranjas, testas-de-ferro e um agente público aposentado.
Por que “Invoice”?
O nome da operação faz referência ao termo “Invoice”, também conhecido como Commercial Invoice, documento utilizado em transações comerciais internacionais. Segundo o MPAL, esse tipo de fatura foi empregado pelo grupo criminoso para dar aparência de legalidade às operações fraudulentas que causaram prejuízo expressivo ao Estado.
Apoio interestadual
A Operação Invoice contou com apoio dos Ministérios Públicos do Espírito Santo e de Santa Catarina, além das Polícias Civil e Militar desses estados. Em Alagoas, participaram ainda a Sefaz, a Procuradoria-Geral do Estado (PGE/AL) e a Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP/AL), por meio das polícias Civil e Militar.
O ex-prefeito de Palmeira dos Índios e atual secretário de Estado de Relações Federativas e Internacionais (Serfi), Júlio Cezar, se pronunciou, nesta quarta-feira (12), por meio de vídeo publicado em suas redes sociais, sobre o processo de demarcação de terras indígenas Xukuru-Kariri. Em tom firme, ele cobrou mais diálogo da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e criticou a forma como o órgão vem conduzindo as ações na região.
Segundo Júlio, a questão da demarcação remonta a 2008, quando foi realizado um levantamento antropológico que deu origem à Portaria nº 4.033/2010 do Ministério da Justiça, reconhecendo os estudos sobre o território reivindicado pelos povos Xukuru-Kariri. Em 2012, o Ministério Público Federal ajuizou uma ação pedindo o reconhecimento da área, e em 2015, a Justiça Federal determinou a execução da demarcação conforme a Constituição.
O secretário ressaltou que não pretende “buscar culpados ou fazer palanque político”, mas que o tema exige uma solução negociada e equilibrada e criticou a falta de diálogo do órgão federal com as autoridades locais. “O presidente da Funai em Alagoas nunca procurou Júlio Cezar e nem a prefeita Tia Júlia para conversar. O município jamais foi convidado para participar oficialmente das discussões. Sou contra a forma como a Funai vem abordando algumas propriedades, acompanhada por policiais e entrando em casas de pequenos agricultores”, declarou.
De acordo com o ex-prefeito, a área de demarcação pode afetar cerca de 66 comunidades, incluindo 10 mil pequenos agricultores familiares e mais de 2,500 Cadastros da Agricultura Familiar (CAFs) e Declarações de Aptidão ao Pronaf (DAPs) registradas. “Esse número assusta e preocupa todos nós. O impacto é muito grande. Estamos falando de uma região produtiva, com criação de gado, produção de leite e alimentos”, destacou.
Ele citou ainda que 75% da população de Palmeira dos Índios se manifesta contrária ao modelo proposto pela Funai, o qual classificou como “ruim para os dois lados”. “Como disse o presidente Lula, isso é uma guerra de pobre contra pobre. Não podemos aceitar que o conflito se instale. O Brasil precisa de conciliação, não de mais divisões”, afirmou.
Júlio defendeu que, caso a demarcação seja confirmada, o governo federal deve indenizar justamente os proprietários afetados, com base no valor de mercado das terras. “Não somos contra o direito dos povos indígenas, mas queremos que todos sejam respeitados. O governo precisa garantir indenizações justas e conduzir o processo com diálogo e transparência”, pontuou.
O secretário encerrou o pronunciamento pedindo respeito à história e à população do município: “Respeitem Palmeira dos Índios, respeitem a história dessa cidade e defendam também aqueles que sofrem silenciosamente. A solução precisa vir pelo diálogo, e não pela imposição”, completou.
O governador Paulo Dantas confirmou, nesta quarta-feira (12), a inauguração do novo hospital de Palmeira dos Índios para o dia 17 de dezembro. O anúncio foi feito após reunião com a prefeita Tia Júlia e o secretário de Estado de Relações Federativas e Internacionais (Serfi), Júlio Cezar, que alinharam os detalhes da programação, considerada um marco histórico para a saúde pública da região.
Durante o encontro, o governador adiantou que o evento contará com show do cantor Bell Marques e deve reunir diversas autoridades estaduais e federais. São esperadas as presenças do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, além de parlamentares e lideranças regionais.
“Está tudo confirmado para o dia 17 de dezembro. Vamos entregar o novo hospital de Palmeira, garantindo atendimento digno e completo à população”, teria afirmado o governador, segundo revelou uma fonte ao Todo Segundo.
Além da entrega do novo hospital, o ministro dos Transportes, Renan Filho, deve aproveitar a data para anunciar oficialmente a duplicação da BR-316, no trecho que corta o município. A assinatura da ordem de serviço da obra pode ocorrer no mesmo dia da inauguração, com as frentes de trabalho já em andamento.
A prefeita Tia Júlia ressaltou que o novo hospital representa um avanço histórico para Palmeira dos Índios. “Essa é uma conquista sonhada há muitos anos. Graças à parceria com o governador Paulo Dantas e o secretário Júlio Cezar, Palmeira vai ganhar um hospital à altura do seu povo”, afirmou a gestora.
A obra, uma das mais aguardadas do Agreste de Alagoas, é resultado direto da articulação do ex-prefeito e atual secretário estadual Júlio Cezar, que liderou o projeto desde sua concepção, ainda na gestão do então governador Renan Filho. O secretário foi responsável por mobilizar recursos e garantir a execução do empreendimento — um reflexo da aliança política com o grupo Calheiros.
“Palmeira esperou mais de um século por isso. Fico honrado por ter liderado essa conquista com o apoio de Renan Filho, Paulo Dantas e do grupo Calheiros. Essa é uma vitória de todos os palmeirenses”, comemorou Júlio Cezar.
O novo hospital contará com centro de diagnóstico por imagem, atendimento ambulatorial e estrutura moderna de urgência e emergência. A unidade será referência para uma população estimada em 158 mil pessoas, abrangendo Palmeira dos Índios e os municípios vizinhos de Belém, Cacimbinhas, Estrela de Alagoas, Igaci, Maribondo, Minador do Negrão e Tanque D’Arca.
Com investimento superior a R$ 70 milhões, o hospital integra a política estadual de descentralização dos serviços de saúde. Além dos benefícios diretos para a saúde, o novo equipamento deve gerar mais de mil empregos diretos, impulsionando a economia local e fortalecendo o setor de serviços da cidade.
