
Uma mulher foi morta pelo próprio filho em São Miguel dos Campos, no Litoral Sul de Alagoas. A vítima, identificada como Risoleide Bezerra de Araújo, de 69 anos, foi assassinada com um golpe de mata-leão. O crime aconteceu em março deste ano.
Segundo o delegado Flávio Dutra, da Delegacia de Homicídios da 6ª Região, o suspeito confessou, durante interrogatório, que matou a mãe após uma discussão por motivo fútil. Na ocasião, ele aplicou o golpe, fazendo com que a vítima desmaiasse e, em seguida, viesse a óbito.
Ainda de acordo com o delegado, o laudo pericial confirmou que a causa da morte foi por asfixia, o que reforça a confissão do suspeito.
Após o crime, o homem fugiu e permaneceu foragido por um mês, até ser capturado. Ele segue preso, e as investigações continuam para esclarecer todos os detalhes do feminicídio.
A Braskem comunicou oficialmente à Agência Nacional de Mineração (ANM) que desistiu da iniciativa e o processo minerário foi encerrado. A decisão ocorre após o Ministério Público Federal (MPF) concluir sua atuação no caso que investigava pedidos feitos pela Braskem para realizar pesquisas minerais em áreas dos municípios de Maceió, Paripueira e Barra de Santo Antônio, no litoral norte de Alagoas.
Em 2019, após comunicação da ANM e diante dos impactos socioambientais já registrados em Maceió, o MPF instaurou procedimento com o objetivo de verificar os possíveis impactos ambientais e sociais da pesquisa de sal-gema em regiões próximas a unidades de conservação, assentamentos rurais e comunidades tradicionais.
Durante a apuração, o MPF recomendou à ANMuma série de medidas para proteger as áreas envolvidas. Entre elas estavam vistorias presenciais, estudos técnicos sobre o solo e exclusão de regiões ambientalmente sensíveis. Vários órgãos públicos, como o ICMBio, IMA/AL, INCRA, FUNAI e IBGE, também foram provocados, fornecendo informações importantes para a análise do caso.
Ainda em 2020, o acordo socioambiental celebrado entre Braskem e MPF assegurou que a petroquímica não iniciaria novas atividades de extração de sal-gema, inclusive nos Municípios de Maceió, Paripueira e Barra de Santo Antônio, enquanto não implementado o Plano de Melhorias de Compliance Socioambiental (cláusula 48).
Em setembro de 2024, a Braskem protocolou um pedido de renúncia aos alvarás de pesquisa junto à ANM. Em janeiro de 2025, a agência confirmou a desistência da empresa e encerrou oficialmente as autorizações.
Segundo a Braskem, a decisão foi motivada por dificuldades operacionais, exigências ambientais e a necessidade de novas autorizações para continuar o projeto. A empresa informou que, em 2019, paralisou a sua unidade do Pontal da Barra, retomando a sua produção em fevereiro de 2021 com sal importado do Chile, sem qualquer extração local.
Assim, também em cumprimento aos termos do acordo socioambiental, a Braskem afirmou que não chegou a fazer nenhuma intervenção nas áreas de pesquisa mineral e que as atividades se limitaram à análise de informações disponíveis em escritório. “Não sendo possível ainda qualquer conclusão sobre a viabilidade de exploração de jazidas”, declarou a empresa no relatório.
O MPF destacou que, segundo o Código de Minas, a renúncia à autorização de pesquisa tem efeito imediato e extingue o direito de exploração. Como a própria ANM confirmou que a Braskem desistiu e que o estudo apresentado não foi aprovado, o MPF entendeu que não havia mais motivo para continuar com esta investigação.
A decisão de encerramento foi assinada pelas procuradoras da República Juliana Câmara, Júlia Cadete e Roberta Bomfim, e será enviada à 4ª Câmara de Coordenação e Revisão do MPF, que atua na área ambiental.
*Com Ascom MPF
A fila de espera em Alagoas para receber um transplante de órgão conta com 579 pessoas aptas para a cirurgia. Desse total, 558 aguardam a doação de córneas, 14 esperam pela doação de um rim, quatro por um coração e três pacientes precisam de um fígado. A informação é da coordenadora da Central de Transplantes de Alagoas, Daniela Ramos.
Na última terça-feira, 8, a família de um jovem de 23 anos, vítima de acidente de trânsito que estava com morte encefálica no Hospital Geral do Estado (HGE) aceitou doar os órgãos dele para doação. A atitude solidária e de caridade pôde salvar a vida de outros seis alagoanos que estão na lista de espera do transplante.
“Desta vez pudemos incluir o coração entre os órgãos captados para o transplante, mediante o quadro clínico do paciente. A pessoa que irá receber esse novo coração será mais uma que terá a sua vida salva”, afirmou o cirurgião cardíaco, José Leitão.
A lista de espera por um órgão em Alagoas é formada por pessoas com doenças crônicas ou agudas, cujos tratamentos já esgotaram as possibilidades de recuperação e a única alternativa é a substituição do órgão ou tecido afetado, informa Daniela Ramos. “São muitas famílias que vivem todos os dias com a esperança de receber a notícia da chegada de um novo órgão compatível”.
No Brasil, a doação de órgãos só pode ocorrer após a formalização da autorização familiar. Por isso a necessidade de se declarar um doador, pois na maioria das vezes, a família atende a esse desejo e autoriza a captação.
Muitas vezes o transplante de órgãos pode ser única esperança de vida ou a oportunidade de um recomeço para pessoas que precisam de doação. O Sistema Único de Saúde – SUS, tem o maior programa público de transplante do mundo, no qual cerca de 87% dos transplantes de órgãos são feitos com recursos públicos, permitindo que cada vez mais pessoas tenham uma vida melhor.
Mas para continuar assim, é preciso que a população se conscientize da importância do ato de doar um órgão. Por isso, se você quer ser doador de órgãos, avise à sua família. O transplante é um procedimento cirúrgico que consiste na reposição de um órgão (coração, fígado, pâncreas, pulmão, rim) ou tecido (medula óssea, ossos, córneas) de uma pessoa doente (receptor) por outro órgão ou tecido normal de um doador, vivo ou morto.
