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Dólar passa a cair com “prévia” do PIB no Brasil e juros nos EUA

Após abrir em leve alta, o dólar mudou o sinal e passou a operar em baixa, nesta quinta-feira (19/2), em um dia no qual as atenções do mercado financeiro estão divididas entre a agenda econômica nacional e os Estados Unidos.

No cenário doméstico, os investidores repercutem os dados do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado uma espécie de “prévia” do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil, referentes a dezembro do ano passado.

Nos EUA, o mercado segue monitorando os próximos passos do Federal Reserve (Fed, o Banco Central norte-americano), que define a taxa básica de juros da economia do país. Nesta quinta, dirigentes da autoridade monetária devem fazer pronunciamentos, um dia depois da divulgação da ata da última reunião do colegiado.


Dólar

  • Às 9h43, o dólar caía 0,27%, a R$ 5,226.
  • Mais cedo, às 9h11, a moeda norte-americana avançava 0,15% e era negociada a R$ 5,248.
  • Na cotação máxima do dia até aqui, o dólar bateu R$ 5,253. A mínima é de R$ 5,226.
  • Na véspera, o dólar terminou a sessão em alta de 0,21%, cotado a R$ 5,24.
  • Com o resultado, a moeda dos EUA acumula perdas de 0,14% frente ao real em fevereiro e de 4,53% em 2025.

Ibovespa

  • As negociações do Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores do Brasil (B3), começam às 10 horas.
  • No dia anterior, o indicador fechou o pregão em queda de 0,24%, aos 186 mil pontos.
  • Com o resultado, a Bolsa brasileira acumula valorização de 2,57% no mês e de 15,45% no ano.

“Prévia” do PIB no Brasil

De acordo com os dados do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), a chamada “prévia” do PIB, a economia brasileira recuou 0,2% em dezembro de 2025, confirmando o cenário de arrefecimento da atividade econômica.

Mesmo assim, o resultado veio melhor do que a média das estimativas do mercado, que apontavam um recuo ainda maior, de 0,5% no último mês do ano passado. Em novembro, o IBC-Br indicou alta de 0,7%.

Já no acumulado de 2025, segundo os dados do BC, a economia brasileira teve uma expansão de 2,5%, o que mostra desaceleração em relação à alta de 3,7% do ano anterior. Trata-se do pior resultado da economia brasileira pelo IBC-Br desde 2020, no início da pandemia de Covid-19.

O IBC-Br incorpora estimativas de crescimento para os setores agropecuário, industrial e de serviços. O cálculo é feito com ajuste sazonal, o que permite comparar períodos diferentes. O indicador é uma das ferramentas usadas pelo BC para definir a taxa básica de juros do país, a Selic.

O PIB, por sua vez, é a soma de todos os bens e serviços finais produzidos por um país. Uma alta significa que a economia está crescendo em bom ritmo, enquanto um recuo implica encolhimento da produção econômica do país.

Juros nos EUA

No front internacional, o foco dos investidores continua sendo a política monetária nos EUA. Nessa quarta-feira (18/2), foi divulgada a ata da última reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) do Fed, realizada no fim de janeiro.

O documento mostrou que os dirigentes do BC dos EUA tiveram o entendimento quase unânime para manter os juros no patamar atual, no intervalo de 3,5% a 3,75% ao ano, mas seguem as dúvidas sobre as próximas reuniões.

Alguns integrantes do Fomc projetam um possível aumento nos juros caso a inflação siga resiliente. Outros, por sua vez, avaliam que novos cortes são plausíveis.

Ao fim da primeira reunião do Fomc do Fed em 2026, em 28 de janeiro, o BC dos EUA anunciou a manutenção dos juros no atual patamar, de 3,5% a 3,75% ao ano. Assim, o Fed interrompeu uma sequência de três cortes consecutivos.

A próxima reunião do Fomc está marcada para os dias 17 e 18 de março. De acordo com a ferramenta FedWatch, do CME Group, a probabilidade de manutenção dos juros no patamar atual é de 94,1%. Apenas 5,9% dos investidores apostam em uma redução de 0,25 ponto percentual.

No fim de janeiro, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou o nome do ex-diretor do Fed Kevin Warsh para a presidência do BC norte-americano. Ele ainda precisa ser aprovado pelo Senado. Se isso ocorrer, vai suceder o atual chefe do Fed, Jerome Powell, cujo mandato termina em maio.

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