Divórcios aumentam mais de 50% durante a pandemia, e relações frágeis preocupam

Divórcios aumentam mais de 50% durante a pandemia, e relações frágeis preocupam

O isolamento social imposto pela pandemia da Covid-19 obrigou muitos casais a conviverem de maneira mais intensa e a passar mais tempo juntos. Essa é uma realidade que pode promover o autoconhecimento, mas que, também, pode gerar consequências negativas para os relacionamentos.

De acordo com um levantamento realizado pelo Colégio Notarial do Brasil (CNB/CF), os divórcios consensuais cresceram 54% entre maio e julho de 2020. Além disso, dados do Google indicam que a palavra-chave “divórcio online” teve uma busca 1.100% maior em relação ao mesmo período do ano anterior.

O psicólogo do Hapvida, Dr. Carol Costa Júnior, explica que a pandemia provocou sobrecarga emocional entre os parceiros, e as incompatibilidades entre os casais ficaram mais evidentes.

“A pandemia foi a gota d´água para muitos casais. As pessoas foram obrigadas a conviver por mais tempo e isso trouxe à tona imperfeições que o outro não tolera. Um garfo que cai no chão já pode ser um motivo de briga”, diz o profissional.

“Casamento é renúncia”

O psicólogo destaca que a decisão pelo divórcio não é um momento fácil e que existe a possibilidade de reverter essa escolha com diálogo e maturidade. “O casamento é uma renúncia. São dois que se tornam um”, complementa.

Dr. Carol também chama a atenção para a necessidade de exercitar o toque, o abraço e o beijo, mesmo diante dos problemas e dificuldades do cotidiano. “A atração entre duas pessoas é reprodutiva e erótica. Quando o casal perceber desinteresse e diminuição do desejo sexual, é recomendado procurar ajuda de um psicólogo”, destaca.

“O amor precisa ser cultivado todos os dias. Se a separação for inevitável, é preciso entender que a vida segue. A busca pela felicidade é um dever de cada um”, finaliza.


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