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A comissão especial da Câmara dos Deputados adiou a apresentação do parecer do relator da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 18/25, a PEC da Segurança Pública, Mendonça Filho (União-PE), marcada para esta quarta-feira (3). Com o adiamento, a expectativa é que o relatório do projeto, que promove mudanças na estrutura da segurança no país, seja apresentado na terça-feira (9).

Segundo o relator, o adiamento ocorreu a pedido do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB) para a realização de mais conversas com os líderes partidários.

“O presidente Hugo Motta preferiu dar mais tempo para que a gente possa avançar para essas conversas e tendo em vista essas conversas que tenho tido desde ontem e hoje, a minha apresentação do texto ficou remarcada para terça-feira”, disse o deputado.

O relator disse que realizou uma rodada de conversas com lideranças para debater a temática da proposta e “para que o texto reflita um pouco mais o sentimento da Casa”.

Entre as lideranças que conversaram com Mendonça Filho, estão os deputados Lindbergh Farias (PT-RJ), líder da federação PT-PCdoB-PV; Pedro Campos (PSB-PE) e Rubens Pereira Junior (PT-MA), vice-líder do governo na Câmara dos Deputados.

“Evidentemente que essas interações servirão para que eu possa recolher melhor o sentimento entre os líderes e parlamentares importantes dentro da Casa. Tenho conversado sobre a temática geral, não sobre o texto em geral, mas é importante para que a gente tenha um pouco mais de prazo para apresentar a coisa mais azeitada entre os líderes”, reiterou.

Resistência

A PEC 18 de 2025 vem sofrendo resistências no Parlamento e por parte de governadores, em especial, contra o dispositivo que atribui à União a elaboração do plano nacional de segurança pública que deverá ser observado pelos estados e o Distrito Federal.

Ao mesmo tempo, a PEC é considerada tímida por especialistas, que defendem reformas mais profundas na área de segurança pública do Brasil, apesar de reconhecerem que a proposta do Executivo é o primeiro passo para mudar o quadro atual.

A proposta estabelece que a União seja a responsável por elaborar a política nacional de segurança pública, “cujas diretrizes serão de observância obrigatória por parte dos entes federados, ouvido o Conselho Nacional de Segurança Pública e Defesa Social, integrado por representantes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos municípios”.

A segurança do paciente é um dos grandes desafios da saúde atualmente, e os erros com remédios estão entre as ocorrências mais comuns e preocupantes. A Organização Mundial da Saúde estima que um a cada 20 pacientes sofra algum tipo de problema ligado ao uso incorreto de medicamentos, sendo que quase um quarto desses casos são graves ou podem levar à morte. Além do impacto na vida das pessoas, o custo total desses erros chega a 42 bilhões de dólares ao ano.

Um retrato preocupante ao redor do mundo

Nos Estados Unidos, são mais de 100 mil relatos de erros por ano à agência reguladora local e cerca de 1,3 milhão de pessoas sofrem consequências relacionadas a uso inadequado de remédios. No Reino Unido, o problema ganha proporção ainda maior: são cerca de 237 milhões de falhas por ano, das quais 50 milhões têm alto risco de causar danos graves à saúde. Pesquisas mostram que a maior parte dessas falhas ocorre durante a administração dos remédios (54%), seguida de problemas na hora de receitar (21%) e na dispensação (16%).

Como está a situação no Brasil

A realidade nacional é motivo de alerta. Estudo em hospitais universitários mostra que 30% das doses aplicadas já apresentaram algum tipo de erro, especialmente ligados ao horário, quantidade ou forma de uso. Farmácias em hospitais também têm resultados preocupantes: entre 11,5% e 34% dos remédios entregues apresentaram algum problema. Dados da Anvisa de 2019 mostram que mais da metade dos erros notificados aconteceram durante a aplicação dos remédios, enquanto 22% estavam ligados à receita e 16% à entrega. Além disso, estima-se que até 24 mil mortes por ano sejam causadas por intoxicação ligada a remédios, embora nem todas possam ser atribuídas só a falhas humanas.

Como evitar que esses erros aconteçam

Especialistas destacam que muitas dessas situações poderiam ser prevenidas com mudanças simples, como análise das prescrições por farmacêuticos, protocolos mais detalhados de conferência e uso de sistemas digitais de apoio para tomar decisões. Investir na atualização constante dos profissionais de saúde e o envolvimento dos pacientes — conferindo sempre o nome dos remédios, dosagens e horários — também ajuda a diminuir os riscos.

Mais do que números, os erros com remédios mostram a urgência de valorizar a segurança em todas as etapas dos cuidados de saúde. Encarar o problema de forma transparente e agir para prevenir pode salvar vidas e evitar prejuízos enormes para hospitais e redes de saúde.

Dr. Alfredo Salim – CRM SP 43163 | RQE 132808
Clínica Médica e Head Nacional da Brazil Health

Esta sexta (29) foi dia de Feira da Agricultura Familiar em Palmeira dos Índios e a Praça da Independência ficou lotada tanto pelos feirantes que levaram seus produtos para comercialização quanto pelos consumidores que aproveitaram a oportunidade para comprar alimentos, plantas e artesanatos disponíveis no local. O evento foi promovido pela Unicafes-AL, em parceria com prefeitura de Palmeira e as secretarias de Estado da Agricultura (Seagri-AL) e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Sedics-AL) e foi prestigiado pela prefeita Tia Júlia, pelo deputado federal Paulão, pelo representante da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) Elizeu José Rego e ainda de uma representante da Secretaria de Agricultura e Pecuária do Estado.

A comercialização dos itens, os populares e alunos da Rede Pública Municipal puderam participar de um momento lúdico, com apresentação de uma banda de forró pé de serra. Enquanto degustavam biscoitos artesanais, as crianças interagiam com os empreendedores locais, como o Seu Antílio, da Casa do Mel. “Quem produz o mel são as abelhas e eu tenho a missão de revender, não somente o mel, mas também o pólen, acredito que este evento hoje nos deu a oportunidade de interagir com essa meninada e ensinar um pouco sobre o que produzimos, além de claro vender nossos produtos”, disse.

Quem aproveitou a oportunidade para contemplar plantas ornamentais foi a professora Josefa Adriana Cavalcante, que ressaltou a importância da atividade para o cotidiano no centro do município. “Aqui não encontramos só produtos, mas também saberes e fazeres de nossos empreendedores locais, que compartilham suas mercadorias e seu conhecimento conosco. Eu estou encantada e parabenizo os responsáveis por isso tudo”, disse.

A Feira da Agricultura Familiar em Palmeira foi prestigiada por membros dos Governos Federal e Estadual – uma prova de que ada vez mais a Prefeitura de Palmeira estreita seus laços e busca parcerias que beneficiem a cidade. O representante da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) Elizeu José Rego destacou a importância da parceria para o desenvolvimento da economia criativa e agricultura familiar. “Nossas iniciativas junto à Palmeira são cada vez mais fortalecidas e isso só é possível graças ao apoio da gestão municipal”, comentou.

Ainda prestigiaram a atividade os secretários municipais de Turismo e Desenvolvimento Econômico Júlio Permínio, de Desenvolvimento e Infraestrutura Urbana e Rural Nilson Souza, de Agronomia José Cícero, de Assistência Social Josival Calixto, da adjunta Mônica Alves, da Educação Renilda Pereira e da adjunta Ana Holanda.

Ciente da importância da atividade, a prefeita Tia Júlia agradeceu a todos os participantes. “É um prazer estar aqui e prestigiar este grande momento para os cidadãos desta cidade. Acreditamos que o fortalecimento da economia criativa e do comércio local é capaz de proporcionar ainda mais avanços para nosso município”, declarou a gestora municipal.

As hepatites virais representam um conjunto de infecções capazes de comprometer significativamente o funcionamento do fígado, sendo os vírus A, B e C os mais frequentes no Brasil. O quadro clínico pode variar de ausência completa de sintomas até manifestações como mal-estar, náuseas, fadiga e perda de apetite, além de sinais característicos, como fezes esbranquiçadas, urina escura e icterícia.

Quando não tratadas, essas infecções podem desencadear consequências graves, incluindo cirrose, insuficiência hepática e câncer, tornando-se um problema de saúde pública que exige atenção constante. Nesse cenário, compreender a particularidade de cada variante e as formas de reduzir o contágio é um passo essencial para preservar o bem-estar. A seguir, confira 5 principais tipos de hepatite e seus cuidados!

Transmissão da Hepatite e medidas preventivas

Segundo Lianne Macedo, coordenadora do curso de Enfermagem da Faculdade Anhanguera, a vacina segue sendo a principal forma de prevenção da infecção pelas hepatites A e B.

“A vacina é essencial e única para a solução e proteção desses casos. Nas hepatites A e E, a transmissão é fecal-oral, sendo que o vírus A é contraído pela ingestão de água e alimentos contaminados ou transmitido de uma pessoa infectada para outra, em decorrência da falta de cuidados básicos de higiene, uma vez que o vírus é excretado pelas fezes das pessoas doentes”, esclarece.

Por sua vez, segundo a docente, “os vírus B e C são adquiridos pela via parenteral, ou seja, pelo contato com secreções e sangue de indivíduos contaminados, como no caso de compartilhamento de seringas entre usuários de drogas injetáveis, instrumentos pérfuro-cortantes contaminados, como agulhas e seringas, instrumentos cirúrgicos e objetos de manicure ou transfusão de sangue contaminado. No caso da hepatite B, a principal forma de contaminação é pelo contato sexual, sendo ela considerada uma infecção sexualmente transmissível (IST)”.

Mulher sorridente lavando maçã-verde em pia de cozinha, com caixa de frutas e verduras frescas ao lado, incluindo alface, brócolis e pimentão
A conscientização sobre a prevenção à hepatite, como lavar bem os alimentos consumidos, é essencial para a saúde da população (Imagem: Krakenimages.com | Shutterstock)

Cuidados para cada tipo de hepatite

A docente alerta que os cuidados com as hepatites virais são essenciais para prevenir a transmissão e evitar complicações graves. “A conscientização sobre as formas de transmissão e prevenção é fundamental para a saúde pública”, destaca Lianne Macedo.

1. Hepatite A

Doença geralmente associada a condições precárias de saneamento, sendo mais frequente em surtos relacionados a falhas no controle de qualidade dos recursos básicos.

2. Hepatite B

Entre os tipos mais conhecidos, pode gerar complicações crônicas significativas e tem grande importância para a saúde pública devido ao seu potencial de transmissão em diferentes contextos.

3. Hepatite C

Frequentemente diagnosticada em estágios avançados, essa infecção silenciosa demanda vigilância, já que pode evoluir para danos graves ao fígado se não for tratada.

4. Hepatite D

Menos comum que as demais, mas de alta gravidade, esse tipo depende da presença de outra infecção para se desenvolver, o que reforça a importância da prevenção conjunta.

5. Hepatite E

Encontrada com maior frequência em áreas de infraestrutura precária, tem como principal desafio o controle das fontes de contaminação.

O paciente oncológico Claudemir da Silva Andrade, de 44 anos, está em tratamento contra um câncer recidivo e bastante agressivo e necessita de ajuda financeira para custear a continuidade de seu tratamento de saúde.

Claudemir é morador do município de Palmeira dos Índios, em Alagoas, e descobriu o câncer há mais de dois anos. E, em decorrência dessa recidiva da doença, ele vai precisar passar por outra cirurgia que ainda não teve a data marcada.

A esposa dele relata que o câncer, uma Neoplasia retal, foi descoberto em maio de 2023, já em um estágio avançado, no entanto, Giuliana afirma que o marido passou por sessões de quimioterapia e radioterapia e em julho de 2024, foi realizada uma intervenção cirúrgica para a remissão da doença no colo retal.

Entretanto, no decorrer do procedimento cirúrgico, os médicos descobriram uma metástase no fígado. Ao se recuperar da cirurgia, os médicos sugeriram a ele que permanecesse realizando a quimioterapia, mas agora, como paciente paliativo, devido a metástase encontrada no fígado.

Este ano, Giuliana contou que o companheiro descobriu que o câncer reapareceu, desta vez na região anal, denominada Neoplasia anal. A recorrência da doença ocorreu no mesmo local onde havia sido realizada a cirurgia, só que agora o tumor é bem mais agressivo e ressurgiu com úlceras. O que tem gerado desconforto, sangramentos excessivos e dores intensas.

Giuliana disse que o marido necessita usar diariamente e em intervalos curtos, morfina e dipirona, medicamentos usados para tentar aliviar as dores fortíssimas.

"Quando as crises de dor vem, ele se retorce, ele chora, ele geme de dor." disse ela

Diante disto, Giuliana relata que as medicações usadas por ele são bastante caras e nem sempre são custeadas pelo SUS, mas ele não pode ficar sem esses fármacos, enfatizou ela.

Ela disse ainda, que além das diversas vezes que precisou custear as medicações, eles precisaram também, gastar como a bolsa de colostomia que estava em falta pelo SUS e o casal precisou comprá-la com recursos próprios por quatro meses seguidos. Sem contar os exames, que são necessários em todas as visitas que ele tem feito ao médico responsável pelo seu caso.

Giuliana ressalta que ele, ao precisar realizar duas ressonâncias magnéticas recentemente, teve que contar a ajuda de algumas pessoas que se sensibilizaram com a historia deles e doaram parte do valor dos exames. Ela enfatiza que por causa da doença, ele não consegue trabalhar e por isso, somente ela tem sustentado a casa trabalhando como professora. O casal ainda possui e um filho de 6 anos.

Diante disto, Giuliana pede que quem puder ajudar com qualquer valor, deve enviar sua contribuição voluntariamente para a chave Pix: 06567427477, que é o CPF dela.

E quem quiser saber mais sobre o caso de Claudemir pode entrar em contato por meio do número: (82) 9968-03663 e falar com o casal, que aguarda ansioso a ajuda voluntária de todos.

 

Você já ouviu falar em caldo de ossos como uma poderosa fonte de colágeno? Esse alimento ancestral voltou aos holofotes com a promessa de fortalecer articulações, melhorar a pele e até ajudar na digestão. O que a ciência diz sobre isso?

Feito a partir do cozimento lento de ossos de boi, frango ou peixe — muitas vezes por mais de 12 horas — o caldo libera nutrientes como colágeno, gelatina, aminoácidos (como glicina e prolina), além de cálcio, magnésio e fósforo. O colágeno, em especial, é apontado como o grande benefício da receita, já que é a proteína mais abundante do corpo humano, essencial para a saúde da pele, dos tendões e das cartilagens.

Leia a matéria completa em Metrópoles.com.

 

Viver em áreas com alta vulnerabilidade social pode aumentar significativamente o risco de demência, conforme aponta um estudo da Universidade Rush, publicado na revista Neurology. A pesquisa, que acompanhou 6.781 idosos, revelou que aqueles que residem em bairros mais pobres têm mais de duas vezes a probabilidade de desenvolver Alzheimer em comparação com os que vivem em regiões mais favorecidas. Além disso, a deterioração das funções cognitivas ocorre de forma mais acelerada nessas localidades. Os determinantes sociais da saúde desempenham um papel crucial na incidência de demência, mesmo quando fatores individuais, como idade e nível educacional, são considerados. Globalmente, mais de 55 milhões de pessoas convivem com demência, sendo aproximadamente 1,76 milhão no Brasil. Para garantir um envelhecimento saudável, é fundamental melhorar as condições de vida das populações em situação de vulnerabilidade.

A demência não deve ser vista como uma consequência inevitável do envelhecimento, mas sim como um resultado de diversas condições que afetam a cognição. Fatores de risco que podem ser modificados, como hipertensão, diabetes e isolamento social, são responsáveis por até 45% dos casos de demência. A pesquisa sugere que a acumulação de fatores de risco ao longo da vida aumenta a probabilidade de declínio cognitivo. Pessoas que vivem em comunidades carentes estão mais expostas a condições que favorecem o acúmulo de riscos para a saúde mental. A baixa escolaridade e problemas de saúde mental, como a depressão, são os principais fatores que contribuem para o declínio cognitivo no Brasil. Compreender os determinantes sociais da saúde é essencial para abordar a relação entre fatores socioeconômicos e doenças neurológicas.

Para enfrentar essa questão, é necessário implementar estratégias de saúde pública que integrem diferentes setores, como educação, habitação e segurança. Exemplos de iniciativas bem-sucedidas em outros países, como o programa de Prevenção da Demência no Reino Unido, demonstram a eficácia de abordagens intersetoriais. No Brasil, a Política Nacional de Cuidado Integral às Pessoas com Doença de Alzheimer e Outras Demências, estabelecida em 2024, visa aprimorar o diagnóstico e tratamento, embora ainda enfrente desafios, como o subdiagnóstico. Diante do rápido envelhecimento da população brasileira, é vital concentrar esforços na redução da vulnerabilidade social para diminuir o risco de demência.

 

 

As ações de Israel na Faixa de Gaza ameaçam “a capacidade futura” dos palestinos de viver neste território, advertiu nesta sexta-feira (11) uma porta-voz do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos. “A morte, a destruição, os deslocamentos, a negação de acesso às necessidades básicas em Gaza e a ideia repetida de que os habitantes de Gaza devem abandonar o território por completo despertam uma verdadeira preocupação sobre a capacidade futura dos palestinos para viver como grupo em Gaza”, declarou a porta-voz Ravina Shamdasani em um coletiva de imprensa em Genebra.

“Nossa declaração de hoje eleva nossa preocupação a um nível superior devido ao efeito cumulativo do que está ocorrendo em Gaza”, afirmou. O Alto Comissariado denunciou o impacto sobre a população civil dos ataques israelenses contra a Faixa de Gaza nas últimas semanas, indicando que “um grande porcentagem das vítimas é de crianças e mulheres”.

“Entre 18 de março e 9 de abril de 2025, cerca de 224 bombardeios israelenses foram lançados contra edifícios residenciais e abrigos para deslocados”, indicou seu gabinete em um comunicado, no qual afirmou que nos “36 ataques registrados e confirmados” pelo Alto Comissariado, as vítimas “foram até agora apenas mulheres e crianças”. Somam-se a isso “ataques e assassinatos de jornalistas palestinos”, e o Alto Comissariado lembra que atacar intencionalmente civis não diretamente envolvidos nas hostilidades constitui um crime de guerra.

Foto: Freepik

Consumir muito açúcar não traz apenas problemas na saúde oral ou até de excesso de peso. O seu cérebro também sai prejudicado quando come vários alimentos doces, especialmente os processados.  O site 'Clean Plates' falou com vários médicos, como o psicólogo Benson Munya, para saber como é que o açúcar afeta a saúde cerebral. Saiba tudo.

Mudanças de humor - "Quando o açúcar no sangue aumenta, pode sentir um aumento temporário no humor e na energia", revela o psicólogo Benson Munya. "No entanto, quando o açúcar no sangue desce, pode sentir-se irritado, cansado ou até mesmo ansioso."

Função cognitiva em risco - "O açúcar em excesso pode levar a dificuldades de concentração, foco e desempenho cognitivo geral."

Aumento da ansiedade - "Quando consumimos alimentos açucarados, o nosso corpo libera uma onda de insulina para ajudar a regular os níveis de açúcar no sangue. Com isso acontece também uma queda do açúcar que pode desencadear uma resposta ao stress."

Dificuldade em dormir - "Muito açúcar, especialmente consumido no final do dia, pode prejudicar a capacidade de adormecer e permanecer dormindo."

Afeta a memória a dificuldade na aprendizagem

"A ingestão excessiva de açúcar pode afetar a nossa memória de curto prazo e dificultar a forma como processa informações", conta Murphy Richter.

Reduz a capacidade de gerir o stress - "Pode levar a vários distúrbios relacionados com o stress, como ansiedade e depressão."

Pixabay

Caracterizado pela redução brusca da temperatura e por noites mais longas e dias mais curtos, o inverno também é marcado pelas doenças cardiovasculares. De acordo com o Instituto Nacional de Cardiologia, a estação mais fria do ano é responsável pelo aumento de até 30% de problemas como infarto, dor no peito e até morte súbita.

O cirurgião cardiovascular Dr. José da Silva Leitão, da Hapvida NotreDame Intermédica, explica porque isso ocorre.

“O inverno desencadeia um fenômeno chamado vasoconstrição, que gera a contração dos vasos sanguíneos. Esse é um processo natural do corpo que tem como objetivo regular a temperatura corporal e evitar a perda de calor em excesso. Como estão mais estreitas, os coágulos e as placas de gordura podem dificultar o fluxo de sangue para o coração, o que pode aumentar o risco de infarto e derrame, por exemplo”, diz.

Acidente vascular cerebral (AVC), angina (dor no peito), isquemia no coração (falta de circulação nas artérias coronárias) e arritmias cardíacas também costumam ser mais comuns nesta época do ano, especialmente em idosos e pessoas que apresentam fatores de risco, como hipertensão arterial, diabetes, obesidade e fumantes.

Importância do checkup cardiológico e ingestão hídrica

O especialista afirma que é possível prevenir as patologias e manter a saúde do coração em dia no inverno. Uma dica simples, mas bastante útil, é caprichar na ingestão hídrica na estação mais fria do ano. “As pessoas que bebem menos água e líquidos de uma maneira geral contribuem para o aumento da viscosidade do sangue, o que favorece o aparecimento de coágulos”, alerta o médico.

• Mantenha hábitos saudáveis de vida, como a prática de atividades físicas regulares;
• Alimente-se adequadamente, com o consumo de frutas, verduras e legumes;
• Evite ambientes fechados e aglomerações, pois eles facilitam o aumento de infecções;
• Não se esqueça de realizar o check up cardiológico anual, que pode atuar na prevenção de inúmeros problemas de saúde e, se surgir algum sintoma, procure um médico.

Mariel Matias/Ascom Semed

A Coordenadoria Estadual de Defesa Civil de Alagoas atualizou, na manhã desta sexta-feira (14), o número de desabrigados e desalojados no estado. De acordo com o boletim, o número baixou para 836 no final dessa semana. Na última segunda-feira o número de desabrigados e desalojados no estado chegou a 25 mil.

Agora, apenas sete municípios registram pessoas afetadas pelas chuvas que ainda permanecem fora de casa. O município com mais desabrigados é a capital, Maceió, que registra 400 pessoas fora de casa por consequência dos estragos causados pela chuva. Em seguida, Penedo com 182 desalojados e 21 desabrigados.

Figuram ainda na lista: Murici, São Miguel dos Milagres, Marechal Deodoro e Coqueiro Seco, Joaquim Gomes.

Prefeitura de Maceió faz apelo para famílias retornarem às casas

Nessa quinta-feira (13), o  coordenador executivo institucional da Prefeitura de Maceió, Claydson Mourinha, chegou a fazer um apelo para quem ainda está nos abrigos retornar às residências e liberar as escolas utilizadas para que retomem sua rotina normal. "Faço esse apelo para aqueles que estão nas escolas achando que vão receber auxílio financeiro, não vão", enfatizou.

Mourinha esclareceu que não haverá auxílio financeiro para quem ficou desabrigado ou desalojado, e que os R$ 800 anunciados pelo governo federal são para cestas básicas, colchões e bens de primeira necessidade. “O auxílio emergencial anunciado pelo governo federal será calculado por família que teve perdas, para a aquisição de cestas básicas, medicamentos, colchões e outros bens de primeira necessidade que serão repassados aos municípios e distribuídos entre a população. Informações erradas que têm sido compartilhadas entre moradores das áreas alagadas ou que tiveram deslizamentos, levaram muitas famílias a permanecerem nos abrigos provisórios, mesmo após a liberação da Defesa Civil para o retorno as suas casas”, disse o coordenador.

"Em nenhuma cidade, as pessoas vão receber esse dinheiro individualmente. Esses recursos são para alimentação, material de higiene, colchões”, reforça Mourinha.

Veja, abaixo, a lista completa com o número de desabrigados por município em Alagoas: 

Envelhecer é inevitável e, mesmo com tantos tratamentos disponíveis hoje em dia para melhorar a saúde da pele, caso o corpo não esteja sendo bem cuidado de dentro para fora, os efeitos do envelhecimento precoce serão inevitáveis. O que muitos ainda não sabem, é que é alguns alimentos contribuem com o retardamento do envelhecimento e de uma maneira bem simples: como é o caso do chá verde.

“O chá verde é conhecido por seus inúmeros benefícios para a saúde e essa fama é real. Poderoso antioxidante, o chá verde possui potente ação contra os radicais livres, responsáveis pelo envelhecimento precoce. Ou seja, ele é capaz de prevenir o surgimento de rugas e flacidez da pele”, explica Dr. Maurizio Pupo, farmacêutico e professor especialista em cosmetologia.

E esses benefícios já foram comprovados cientificamente. Um estudo realizado na Witten University Institute for Experimental Dermatology, na Alemanha, investigou os efeitos do consumo de chá verde em relação à sensibilidade da pele, estrutura da pele, textura e microcirculação. Com 60 mulheres voluntárias, entre 40 e 65 anos, que consumiram um litro de chá verde por 12 semanas consecutivas, foram obtidos os seguintes resultados:

“Ainda vale ressaltar que esse estudo também mostrou que os polifenóis (ativo responsável pela ação antioxidante da folha) presentes no chá verde, possuem capacidade de proteger a pele contra os danos dos raios solares, como queimaduras, imunossupressão induzida por UV e fotoenvelhecimento”, ressalta o especialista.

Ainda segundo o farmacêutico, esses resultados mostraram que sim, é possível alcançar uma melhora considerável na pele. “Com apenas 3 xícaras de chá verde (aproximadamente 1 litro) por dia, conseguimos notar as diferenças e manter a pele mais jovem e iluminada”, diz.

Ainda vale ressaltar que as propriedades benéficas do chá verde, além de comprovadamente fazerem bem para a saúde da pele, o consumo desta bebida também é benéfico para a saúde do corpo como um todo. “Por ser um alimento funcional, o chá verde é rico em nutrientes que favorecem o funcionamento do organismo de uma forma geral. Entre os seus benefícios estão a prevenção de riscos cardiovasculares, prevenção de alguns tipos de câncer, contribuição com a perda de peso, controle da pressão arterial, melhora da saúde dental e do intestino, entre outros”, finaliza Dr. Maurizio.

Agência Minas

Nem todo mundo que for picado por um carrapato infectado vai pegar febre maculosa ou desenvolver um caso grave da doença. Além de a transmissão estar sujeita a uma série de fatores, a infecção também pode se manifestar de forma mais leve em algumas pessoas, dependendo de suas características genéticas e imunológicas.

É o que afirmam especialistas ouvidos pelo Metrópoles para explicar o surto de febre maculosa associado a eventos na Fazenda Santa Margarida, em Campinas. Quatro pessoas que estiveram no local morreram por causa da doença. Já outros frequentadores não apresentaram sinais da infecção ou relataram sintomas e melhoraram depois.

As mortes confirmadas são de participantes da Feijoada do Rosa, evento realizado em 27 de maio, que reuniu cerca de 3,5 mil pessoas. Líder de casos no Brasil, Campinas é endêmica para febre maculosa. Entre as vítimas, no entanto, três pessoas eram moradoras de outras cidades – a capital paulista, Jundiaí e Hortolândia.

“Quem nasce em áreas de transmissão da doença pode acabar desenvolvendo mais imunidade, por ter contato desde cedo”, afirma o infectologista João Paulo França. “É possível fazer um paralelo com a malária. Em algumas regiões da África, a doença não é tão preocupante para quem vive lá, mas se torna grave para quem vem de fora”.

Resposta

Apenas a adolescente Érissa Nicole Santos Santana, 16 anos, era moradora de Campinas. Ela esteve no evento junto com o pai e morreu na terça-feira (12/6). Já o homem não apresentou sintomas.

“A febre maculosa não é transmitida de pessoa para pessoa. Embora estivessem juntos, existe a possibilidade do pai não ter sido picado pelo carrapato”, afirma o médico Leonardo Weissmann, diretor da Sociedade Brasileira de Infectologia. “Além disso, nem toda picada por um carrapato infectado deixará o indivíduo doente, dependerá da resposta de cada indivíduo”.

Segundo os especialistas, fatores genéticos, como a presença de linfócitos que “bloqueiam” o agente causador, e o status de imunidade do indivíduo também interferem na infecção e na evolução da doença.

“Uma pessoa em bom estado de nutrição, por exemplo, vai ser menos propensa a desenvolver quadro grave ou letal”, diz França.

Transmissão

Não é qualquer picada que transmite febre maculosa. Isso porque o carrapato é o vetor da doença e precisa estar infectado com a bactéria Rickettsia rickettsii, a real causadora. A presença desse agente é observada em 1% dos carrapatos.

Entre as espécies, o principal transmissor no Brasil é o “carrapato-estrela”. As infestações são encontradas em áreas campestres onde há maior população de hospedeiros, em especial capivaras e cavalos.

A transmissão só acontece por exposição prolongada, dizem os especialistas. Ou seja, mesmo infectado, o carrapato deve ficar aderido no corpo da pessoa por aproximadamente 4 horas – período necessário para produzir a saliva que, ao penetrar na corrente sanguínea, transmite a bactéria.

“Por isso, é importante retirar rapidamente da pele”, afirma Weissmann. “Se for encontrado um carrapato no corpo, ele deve ser removido com o cuidado de não esmagá-lo, preferencialmente com auxílio de uma pinça, porque ele pode liberar as bactérias e contaminar”.

Cuidados

Em contrapartida, o carrapato infectado pode transmitir a doença em qualquer fase do seu ciclo de vida: larva (micuins), ninfa (vermelhinho) ou adulto (carrapato-estrela). Há casos de parasitas que já nascem com a bactéria ou a contraem depois. Uma vez contaminado, o carrapato nunca “se cura”.

A infecção em seres humanos tende a evoluir rapidamente e apresenta alta taxa de letalidade. O tratamento deve ser iniciado o quanto antes com antibióticos específicos.

Como o período de incubação da doença demora até 14 dias, a recomendação é de atenção total caso os sintomas apareçam (veja quais são abaixo). Quanto mais cedo iniciar o tratamento, maior a chance de cura.

A Secretaria de Saúde de São Paulo orienta quem frequentou um dos eventos na Fazenda Santa Margaria e está com sintomas a procurar atendimento médico imediatamente e informar que esteve em área de transmissão para febre maculosa.

Sintomas

Como se proteger:

Foto: PAstudio/ Shutterstock

A ansiedade é um problema de saúde global e há várias formas ligadas à saúde do físico para lidar com os sintomas deste transtorno. Entre as muitas possibilidades de se contornar os sintomas, está a adoção de atividades físicas na rotina diária. O ideal é que a pessoa com ansiedade escolha a prática que possa adotar mais facilmente. Mas como fazer essa escolha?

“As aulas que envolvem um controle da respiração, como pilates, yoga e alongamento, são fundamentais. Elas melhoram a concentração e dão consciência corporal. Por outro lado, as aulas de dança, artes marciais e spinning também podem ajudar a baixar o nível de ansiedade uma vez que requerem muita concentração e permitem que a mente se esvazie e se ligue naquele momento”, diz a gerente operacional de ginástica da rede de academias Evoque, Regiane Queiroz.

“Não faça nada que possa aumentar os quadros de ansiedade e estresse. Se nunca realizou uma atividade física, comece por uma caminhada leve, aumente gradativamente ou quem sabe recorra aos passeios de bicicleta para ir se habituando”, acrescenta Regiane. Mudanças na alimentação e no hábito de sono também são importantes para o controle do quadro.

Os benefícios da atividade física aparecem para o ansioso especialmente pela liberação de endorfina que é gerado ao se colocar o corpo em movimento. Elas podem complementar as sessões de psicoterapia e o uso de remédios, mas é sempre importante procurar o diagnóstico e a recomendação mais adequada com um profissional.

Sabe aquela imagem clássica de desenhos animados em que os personagens espirram só de sentir o cheiro da pimenta-do-reino? Ela é um belo exemplo da relação entre rinite e alimentação.

Existem dois tipos de rinite: a alérgica e a não alérgica. Enquanto a primeira é provocada por uma reação a um alérgeno {como poeira ou pelo de animais}, a outra pode ter várias causas {como gripes e outros quadros virais}.

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Nos dois casos, o resultado é o mesmo: um processo inflamatório que acontece na mucosa nasal {o tecido que reveste as narinas por dentro}, de onde vêm os sintomas clássicos, como coriza e espirros. Alguns alimentos podem causar os dois tipos de rinite. Então, sim, o motivo do seu nariz viver escorrendo pode estar no seu prato.

Quando os alimentos pioram a rinite?

A otorrinolaringologista Débora Cury, da Comunidade de Saúde da Alice, afirma que é difícil um alimento provocar uma crise de rinite alérgica, mas que isso pode acontecer, sim. “Pessoas com rinite alérgica podem ter uma resposta exacerbada após ingerir alguns alimentos considerados alergênicos, como sementes e oleaginosas, pimentas, conservantes e aromatizantes, que acrescentam sabor de forma artificial”, explica.

Nesses casos, sintomas clássicos da rinite (coriza e espirros) podem aparecer junto a outros sinais de alergia, como tosse, coceira, vermelhidão, azia e até diarreia.

O mesmo acontece com pessoas com alergias em geral. Às vezes, várias manifestações alérgicas podem aparecer de uma vez quando a pessoa entra em contato com o alimento a que tem alergia. Aí, juntam os sintomas da rinite com os da dermatite e até com os da asma — e eles podem intensificar uns aos outros.

“Por exemplo, alimentos derivados de farinha de trigo, do milho, da aveia, do centeio e da cevada podem conter partículas que, quando inaladas, causam ou intensificam os sintomas da rinite ou da asma”, comenta Cury.

E a pimenta-do-reino dos desenhos? Aqui, podemos estar falando de um caso de rinite gustativa.

“Nela, os sintomas da rinite {particularmente a coriza} são desencadeados por alguns alimentos picantes, como pimenta, wasabi [raiz forte], cebola e alho”, conta Luís Antônio Soares Pires Filho, médico de família e comunidade e membro do time de Health Excellence da Alice.

Ingerir bebidas alcoólicas também pode deixar algumas pessoas congestionadas e com coriza — e quem tem asma pode até enfrentar falta de ar. “Isso acontece não por alergia, mas por um fenômeno chamado de hiperresponsividade ao álcool, que provoca a vasodilatação e, com ela, os sintomas já listados”, diz Giovanni Di Gesu, médico imunologista e membro do Departamento Científico de Rinite da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (Asbai).

Já leite e derivados — que muita gente associa ao funga-funga sem fim — ainda não foram objeto de estudos científicos para esclarecer essa relação a fundo, mas existem algumas hipóteses.

“Uma provável explicação seria por causa do contato de proteínas presentes no leite que podem aumentar ou estimular a produção de muco nas vias aéreas. Mas isso seria mais justificado em pacientes com alergia comprovada à proteína do leite, que, além do aumento na produção de muco, podem apresentar outros sintomas característicos de alergia alimentar, como diarreia”, comenta Cury.

Resumindo, estes são os alimentos que podem provocar rinite:

E dá para aliviar a rinite com alimentos?

Até dá, mas essa não é a principal linha de ataque contra a doença.

“A implementação de hábitos saudáveis — como alimentação equilibrada e sono adequado, a prática de atividade física regular — e o controle do ambiente, reduzindo a exposição aos potenciais alérgenos ou agentes irritantes, são os primeiros passos para o controle das manifestações de rinite”, lista Di Gesu.

O profissional de saúde também pode entrar com remédios para prevenir crises e tratar a rinite se julgar necessário.

O que você coloca no prato {ou na xícara} funciona como uma linha auxiliar. “Frutas cítricas, por exemplo, são bons antioxidantes e podem ajudar o sistema imunológico, assim como o própolis e mel, que também têm propriedades anti-inflamatórias”, pontua Cury.

Já os chás para rinite incluem os de gengibre, canela e hortelã. “Há algumas evidências de que essas plantas possuem leve ação antialérgica, mas reforço que devem ser evitadas por gestantes e por quem tem alergia a eles”, arremata o médico de família da Alice.

Foto: Rodrigo Nunes/Ministério da Saúde

Pela primeira vez, uma mulher conseguiu se livrar do HIV após um transplante de células-tronco. Uma paciente de Nova York, cujo caso foi publicado nesta quinta-feira na revista Cell, é a quarta pessoa que conseguiu a remissão da infecção pelo vírus da AIDS após um transplante muito específico: células-tronco que, além de compatíveis, têm um mutação que impede o vírus de entrar nas células.

— Atualmente ela está clinicamente saudável. Ele está livre de câncer e HIV. E chamamos de cura possível, em vez de cura definitiva, basicamente esperando um período de acompanhamento mais longo — disse Yvonne Bryson, especialista da Divisão de Doenças Infecciosas do Departamento de Pediatria da Universidade da Califórnia (Los Angeles) e autora do estudo.

Em conferência de imprensa, Yvonne indicou que, embora este procedimento não seja aplicável a todas as pessoas com VIH, os resultados são "boas notícias" que abrem portas para, no futuro, desenvolver novas técnicas para dimensionar esta estratégia terapêutica.

Cerca de 38 milhões de pessoas no mundo vivem com HIV. A infecção pelo vírus da AIDS atualmente é incurável: não há vacinas preventivas ou medicamentos que a eliminem para sempre. Na grande maioria dos casos, deve-se contentar em controlá-la por meio de tratamentos antirretrovirais ao longo da vida que reduzam ao mínimo a carga viral. Mas nunca é totalmente eliminado porque o HIV costuma se esconder em uma espécie de estado dormente nos reservatórios virais e, se a medicação for interrompida, ele acorda e volta a crescer.

Estes quatro casos relatados de remissão do HIV são excepcionais, produto de uma intervenção médica impossível de transferir para a população em geral com HIV, explicam os especialistas. O transplante de células-tronco é uma técnica muito agressiva (a mortalidade pode chegar a 40%) e se destina a pacientes com tumores hematológicos que não respondem a outras terapias. Devido aos seus riscos, não é uma intervenção que possa ser generalizada a todas as pessoas com HIV: é antiético submeter os pacientes a esses tratamentos agressivos para se livrar do vírus quando existem antirretrovirais eficazes que controlam a infecção.

Os quatro pacientes carregavam um tumor no sangue e não tinham outra alternativa terapêutica para tratá-lo: tiveram que fazer um transplante de células-tronco. A terapia consiste em esvaziar a medula óssea do paciente, onde se encontram as células-tronco formadoras do sangue, para eliminar o tumor e repovoá-lo com as extraídas de um doador compatível.

Nestes casos particulares, para matar dois coelhos com uma cajadada — câncer e HIV —, buscou-se que os doadores, além de compatíveis, tivessem uma mutação específica no gene CCR5 (CCR5Δ32), que impede a penetração do vírus nas células. Se funcionar, as células-tronco do doador acabam substituindo as do paciente, levando a um encolhimento do tumor no sangue do paciente e conferindo resistência contra o HIV.

A paciente de Nova York se junta à lista desses casos especiais que chegaram à literatura científica na última década. A primeira foi em 2011 Timothy Brown, o paciente de Berlim que sofria de leucemia mieloide aguda: o homem foi submetido a um transplante de um doador que tinha a mutação no gene CCR5, necessário para a entrada do vírus nas células, e tanto o tumor quanto o HIV desapareceram de seu corpo. Brown morreu em 2019, mas não do vírus, mas da leucemia.

Seu caso abriu uma porta para derrotar o HIV. Uma esperança que se consolidou com Adam Castillejo , o paciente de Londres, que sofria de linfoma de Hodgkin: ele também foi submetido a um transplante de doador compatível e com a mutação CCR5Δ32 e tanto o vírus quanto o câncer regrediram. O terceiro caso publicado há apenas algumas semanas foi o do paciente de Düsseldorf, um homem de 53 anos que sofria de leucemia: após o transplante de células-tronco com a mesma mutação, o vírus desapareceu e as células tumorais também.

Javier Martínez-Picado, pesquisador da IrsiCaixa e colíder do consórcio internacional IciStem, que acaba de publicar a história do paciente de Düsseldorf, saúda a publicação do caso de Nova York porque reforça duas ideias:

— A cura do HIV é possível e o caso do paciente de Berlim [o primeiro] não era anedótico. Já são quatro casos e são consistentes em termos metodológicos e de observação. Esta é uma confirmação de que a intervenção funciona e a cura é possível — disse.

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