Análise: atuação pífia escancara leque de problemas e urgência de mudanças no Fluminense

Análise: atuação pífia escancara leque de problemas e urgência de mudanças no Fluminense

Noite para esquecer. A goleada por 5 a 0 para o Corinthians – a pior do Fluminense na história do confronto – não só joga um balde de água fria na torcida, após a virada no Fla-Flu, como também escancara uma série de fragilidades. Apático, o time apenas assistiu à equipe paulista jogar e, caso não vire a chave rapidamente, poderá adiar o sonho de voltar à Libertadores. Até porque o Tricolor está no limite da zona de classificação e a principal ameaça é justamente o adversário desta quarta-feira.

Para começar a (extensa) lista de problemas é preciso falar da escalação. Ailton e Marcão optaram por repetir o time que começou o clássico contra o Flamengo. E, apesar da vitória nos acréscimos na semana passada, a equipe não jogou bem. Longe disso. Conseguiu a virada a partir de erros dos adversários e de uma mudança de postura no 2º tempo, o que não aconteceu contra o Corinthians, quando esteve perdida e entregue durante os 90 minutos.

Noite para esquecer. A goleada por 5 a 0 para o Corinthians – a pior do Fluminense na história do confronto – não só joga um balde de água fria na torcida, após a virada no Fla-Flu, como também escancara uma série de fragilidades. Apático, o time apenas assistiu à equipe paulista jogar e, caso não vire a chave rapidamente, poderá adiar o sonho de voltar à Libertadores. Até porque o Tricolor está no limite da zona de classificação e a principal ameaça é justamente o adversário desta quarta-feira.

Para começar a (extensa) lista de problemas é preciso falar da escalação. Ailton e Marcão optaram por repetir o time que começou o clássico contra o Flamengo. E, apesar da vitória nos acréscimos na semana passada, a equipe não jogou bem. Longe disso. Conseguiu a virada a partir de erros dos adversários e de uma mudança de postura no 2º tempo, o que não aconteceu contra o Corinthians, quando esteve perdida e entregue durante os 90 minutos.

No ataque, faltou aproximação. Fred esteve em noite ruim, assim como os companheiros, mas jogou sozinho. Ou melhor, tentou jogar. Wellington Silva foi peça nula mais uma vez. Pouco apareceu e, quando teve a bola, não produziu. Tanto ele, como Michel Araújo precisam se movimentar, dar opção e aparecer para, ao menos, tentar tabelar com o camisa 9. O Fluminense praticamente não deu trabalho à organizada defesa montada por Mancini.

Escalação, peças, postura… O que mais deu errado na goleada sofrida pelo Corinthians?

As substituições também não surtiram efeito. Ailton voltou para o 2º tempo com Nenê e Lucca nas vagas de Hudson e Michel Araújo. Sem o uruguaio, que também não fazia boa partida e precisou colocar bolsas de gelo na coxa, a equipe conseguiu ficar ainda mais lenta e previsível. O meio de campo era facilmente desarmado e deixava a defesa constantemente desprotegida.

As outras peças acionadas – Caio Paulista e Martinelli nos lugares de Wellington Silva e Fred – também não conseguira ajudar. Quando entraram, o estrago já estava feito, e o time, completamente despedaçado, já perdia por 4 a 0. De camarote, ainda assistiram Luan marcar mais um.

A facilidade com que o Corinthians chegou à área de Marcos Felipe, que inclusive falhou no primeiro gol, foi assustadora. Principalmente ao pensar que as duas equipes brigam pelo mesmo objetivo no Campeonato Brasileiro. O Fluminense tem até sábado para apagar a noite desta quarta-feira e se reencontrar. Desde que Odair deixou o clube, são 4 pontos conquistados em 20 disputados. Além de um futebol fraquíssimo…

Com 43 pontos e em sétimo lugar, o time ainda briga por uma vaga na Libertadores. Mas, se repetir o que fez em São Paulo, pode ver o sonho virar pesadelo: e deixar escapar a chance de voltar à competição continental mesmo em um ano de provável G-8.


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